John Lennon: a Beatlemania e a Ilha da Fantasia

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Luiz Otávio D. Pinheiro, Fonte: Studio41
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Quem tem mais de 30 anos certamente deve se lembrar do seriado que passou na rede Globo na década de 80, A Ilha da Fantasia. A idéia principal do filme era a visita a uma ilha paradisíaca para a realização de um desejo e as consequencias não muito agradáveis de ter o desejo vivenciado.

533 acessosBeatles: Sgt. Peppers vai ganhar versão mega especial de 50 anos5000 acessosIron Maiden: quinze canções que definem a banda

Estudando a Beatlemania chego a conclusão que a explosão mundial do conjunto foi, principalmente para Lennon, uma verdadeira ida a ilha da fantasia.

Primeiro existe o desejo de fama, sucesso e acumulação patrimonial. Lennon, como todo aquele que é "um especial" sentia que não nascera para "ser mais um", apenas um coadjuvante e um seguidor. Ele tinha o desejo de liderança, de divulgar suas idéias, suas angústias e dúvidas. Sismou que seria o líder de uma banda (lembre-se que Paul, George e Ringo entraram sucessivamente num conjunto originariamente de Lennon. E em quase todos os artigos e textos sobre Beatles, Lennon é sempre citado. Embora não seja explicitado, Lennon era o líder dos Beatles) e que seria uma banda de sucesso. Isso tudo foi almejado e conseguido, mas...

Boa parte das vezes ele ficou numa situação secundária, com a tarefa de ser apenas “ guitarra ritmo”, fazendo "fundo" para que um outro Beatle fosse alvo dos holofotes como vocal principal de uma música. Segundo palavras do próprio Lennon "não acho a menor graça em fazer apenas guitarra ritmo". Ainda mais fazendo só um "preenchimento" em uma música que ele não sentia maiores afetos, que era do seu "competidor" Paul, quando podia estar ocorrendo exatamente o contrário - Paul fazendo figuração numa música cantada por Lennon. Para uma personalidade como a dele, isso era um verdadeiro martírio.

A estratégia de Brian Epstein era fazer os Beatles "bons moços". O lado rebelde, "quebrador de regras" do conjunto (drogas, maconha etc.) só veio a público após a morte de Epstein. Os quatro "não podiam nada", por exemplo, Lennon era proibído aparecer ou ser fotografado de óculos nesses anos.

Assim, Lennon "pulava o muro" para dar vazão a sua inquietação, declarando que eles eram mais populares do que Jesus, ironizando a realeza britânica falando que podiam só sacudir as jóias e fazia "micagem" no palco, segundo depoimento de Paul, para ironizar e instigar o público e o público (feminino em geral) ia ao delírio, sem entender nada do que Lennon estava sentindo. Fazia esses trejeitos a revelia de Epstein. Ao final de cada música eles comportadamente, dentro de terninhos bem talhados, se curvavam ao mesmo tempo, num agradecimento à moda japoneza.

A angústia e infelicidade de Lennon - um gênio preso dentro de uma garrafa - era extravasada nas letras das músicas (I´m a loser, I´ll cry instead, Help, Nowhere man) sendo que boa parcela dos beatlemaníacos no mundo não sabiam inglês, nem estavam interessados em entender as letras das músicas.

Segundo Hunter Davies, Lennon, de uma certa forma, invejava Mike Jagger, não pelo seu talento ou pelo seu sucesso, mas pela sua fama de rebelde, título que Lennon durante a Beatlemania nunca ostentou como gostaria - porque "os homens" não deixavam. “John at that stage still recented the cleaning-up operation Brian performed on then...”

Para concluir, faço a ressalva de que pesquiso “The Beatles” - não sou um estudioso da vida de Lennon - parece que existiam também traumas familiares. Creio que devem existir outras evidencias que indicam que Lennon era um Beatle profundamente infeliz. Para ele, a Beatlemania foi uma verdadeira viagem à ilha da fantasia.

5000 acessosQuer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Paul McCartneyPaul McCartney
De volta ao Brasil no final do ano, diz jornal

533 acessosBeatles: Sgt. Peppers vai ganhar versão mega especial de 50 anos1974 acessosRingo Starr: quem é maior, Beatles ou Justin Bieber?3555 acessosBeatles: documentário será lançado no cinema em Maio1016 acessosThe Beatles: tracklist detalhado da nova edição do "Sgt. Peppers"0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Beatles"

Super BowlSuper Bowl
Quando as guitarras fizeram touchdown

Judas PriestJudas Priest
Os 10 discos que mudaram a vida de Rob Halford

Black SabbathBlack Sabbath
Butler comenta importância dos Beatles em sua vida

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Opiniões0 acessosTodas as matérias sobre "Beatles"0 acessosTodas as matérias sobre "John Lennon"

Iron MaidenIron Maiden
Quinze canções que definem a banda

W. Axl RoseW. Axl Rose
Antes do Hollywood Rose e do Guns houve o Rapidfire

LoudwireLoudwire
As 10 melhores músicas do Nirvana

5000 acessosHeavy Metal: os 10 álbuns mais importantes da história5000 acessosDream Theater: o habilidoso baixista caladão5000 acessosNirvana e Guns N' Roses: veja Kurt imitando "snake dance" de Axl5000 acessosCanal CMR: Os 10 melhores baixistas de todos os tempos2256 acessosGuitarra: quando o animal de estimação tem ciúmes do instrumento5000 acessosGaleria - Tatuagens em homenagem a Pantera e Dimebag Darrell

Sobre Luiz Otávio D. Pinheiro

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online