Mary's Band é punk rock brasileiro

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Por Ana Therezo
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Direto de Passos-MG, a "Mary's Band" parece fazer jus aos seus antecessores famosos. De uma terra de onde já sairam ícones do thrash (leia-se Sepultura), além dos não menos famosos rapazes pop/rockers do Skank e Pato Fu; o quarteto formado por Orlando (baixo) e Gustavo Andra (guitarra), Rodrigo Mazilli (guitarra e vocal) e Terence Van Djik (bateria) fazem um som inusitado, algo bem próximo ao Offspring - punk comercial com o formato perfeito para fazer sucesso em grande escala.

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Em conversa com o Whiplash!, Rodrigo conta que tiveram que abandonar tudo para se dedicar a música, depois que o interior de Minas ficou muito 'pequeno'. "Nós já éramos conhecidos em todos os lugares por lá, então mudamos para Belo Horizonte" - diz ele. E parece que funcionou. Hoje, com o CD de estréia "Tô Virado" bancado pela Sony e produzido por Henrique Portugal, as coisas parecem mais fáceis. Mas nem tudo foram flores, o primeiro trabalho (independente) - que realmente alavancou a carreira, gerou controvérsia graças a uma folhinha de maconha na capa e fez com que o nome da banda, antes "Mary's Band Juana" fosse alterado. A capa? Virou coisa do passado.

O pouco tempo de carreira (aproximados 4 anos), não parece ser problema para a banda. "Nos conhecemos desde pequenos e isso nos ajuda a melhorar", afirma Rodrigo. Aliás, a atitude positiva dele, só mostra a maturidade da banda. Sobre as letras, pode-se dizer que são simples, divertidas e mostram o cotidiano adolecente sem perder a característica rebelde do punk rock. "Tô virado" - faixa-título do CD por exemplo, conta uma noitada do baixista Orlando ao lado de Wilson Sideral (que aliás, era vizinho do rapaz em Passos).

Experiência de palco eles também tem. Durante o show do Capital Inicial, no Festival de música pop rock - promovido pela Rádio 98 FM, de Belo Horizonte, o vocalista Dinho chamou ao palco os passenses da Mary's Banda para uma participação especial. Eles tocaram "I don't care" - Ramones, "Até quando esperar" - Plebe Rude" e "Que País é este?" - Legião Urbana, para 34 mil pessoas. Isso sem contar que o quarteto já abriu o show do Green Day. Mas a grande estréia deles, com seu disco "novinho" foi na abertura do Marky Ramone and The Intruders no Ballroom (RJ).




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Sobre Ana Therezo

Engenheira, Escritora de Araque e, atualmente, moradora das planícies gélidas Canadenses. Fã de Rock em todas as suas vertentes, mas com tendências xiitas ao Heavy Metal, ganhou seu primeiro bolachão - No Rest for the Wicked, em 1988. Vinte e poucos anos depois e, contrariando aqueles que acreditam que o gosto musical muda com o passar do tempo, continua escutando Ozzy, AC/DC, Deep Purple e afins. Colaboradora e leitora do Whiplash! desde que o site tinha caveirinhas na página principal, e que a lista dos melhores guitarristas de todos os tempos era o assunto da vez.

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