Doors conquista adolescentes em São Paulo
Fonte: IG Último Segundo
Postado em 30 de outubro de 2004
SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil pode não ter tido a honra de presenciar as performances insanas de Jim Morrison, mas pelo menos sentiu o gostinho do poder de fogo que sobrou do The Doors, em um show cheio de clássicos e muita nostalgia para 7 mil pessoas na noite de sexta-feira, no Credicard Hall.
Da formação original, somente o tecladista Ray Manzarek e o guitarrista Robby Kriegger. Mas nenhum fã pôde reclamar, pois o entrosamento com vocalista Ian Astbury, da banda The Cult, mostrou-se perfeito ao longo das duas horas de espetáculo. No palco estavam também o baixista Angelo Barbera e o baterista Ty Dennis.
Difícil não dizer que o novo The Doors -- agora intitulado The Doors of the 21st Century -- aproveita-se de uma nostalgia gratuita e que soa como uma banda cover de si mesma. Mas daí falar que o show foi ruim e oportunista, há uma distância enorme.
A banda, que terminou há mais de 30 anos, voltou recauchutada no ano passado e está na estrada desde então, tocando na Europa, Japão e Estados Unidos. Antes de São Paulo, passaram por México, Chile e Argentina. Neste sábado, tocam no Rio de Janeiro, no Claro Hall. Morrison morreu em 1971, e o baterista John Densmore, outro membro original do grupo, resolveu ficar de fora do revival.
Ao som da ópera "Carmina Burana," o conjunto entrou em cena com "Roadhouse Blues." Astbury causou choque no início por mostrar-se contido e imitando alguns gestos e até o visual de Morrison, mas aos poucos foi se soltando até chegar em sua performance original.
Quem estava esperando pelos conhecidos improvisos do quarteto saiu extasiado com os solos de Manzarek e Kriegger, que deram uma verdadeira aula com seus instrumentos. Mesmo beirando os 60 anos, os dois esbanjaram simpatia e não cansaram de agradecer a hospitalidade brasileira.
ESCOLA DE SAMBA E CRÍTICAS A BUSH
Apesar de ser uma banda veterana, seus integrantes fizeram questão de mostrar que ainda dão conta do recado. Durante boa parte do show eles abusaram de palavrões e fizeram poses de bad boys.
Em "Five To One," Manzarek fez críticas ao presidente George W. Bush, disse que os norte-americanos amam todos os povos do mundo e que a Amazônia deve ser preservada. Ele também apresentou "Love Me Two Times," uma das mais aplaudidas da noite.
O tecladista não só fez críticas políticas como comandou todo o show. Enquanto Astbury limitava-se a agradecer ao público, era Manzarek quem anunciava as músicas e tentava ressuscitar os discursos inflamados de Jim Morrison.
"Break On Throught" foi a maior surpresa da noite com a entrada da bateria da escola de samba paulistana Vai-Vai. Apesar do clichê evidente, os músicos pareciam ter a certeza de que estavam dando aos fãs um presente original.
"When The Music's Over" e "L.A. Woman" mantiveram o clima quente e depois de alguns minutos fora do palco a banda voltou para o bis com uma versão de mais de 10 minutos de "Riders On The Storm," em que Manzarek até tocou com um pé no teclado. Fecharam a noite com o clássico que todos esperavam: "Light My Fire."
Se o grupo parecia se divertir no palco, os fãs pareciam ter aprovado esse novo The Doors e saíram com boa impressão, como foi o caso do ex-jogador de futebol Casagrande.
"Estava curioso para ver como eles se sairiam sem Jim Morrison e foi uma boa surpresa. Ian Astbury canta muito bem e o show foi uma viagem gostosa."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música mais bonita do Radiohead de todos os tempos, segundo Thom Yorke
A banda de heavy metal com mais álbuns em primeiro lugar nos Estados Unidos
5 versões brasileiras que estragaram clássicos do rock
A banda "ridícula" que Rick Rubin achou que jamais faria sucesso, mas ele estava errado
As três melhores músicas do Iron Maiden escritas por Steve Harris, segundo Nicko McBrain
O compositor dos anos 80 que Paulo Ricardo coloca acima de Cazuza e Renato Russo
Os 10 discos essenciais do metal sinfônico, segundo a Louder
5 clássicos do rock nacional com letras muito mais pesadas do que parecem
O clássico dos Beatles cuja autoria John Lennon e Paul McCartney disputavam
Tom Morello anuncia novo single solo, "Date Night"
Rob Halford encontrou a fé depois que parou de beber e usar drogas
5 clássicos do rock nacional que não seriam lançados hoje
A música de 1993 que atingiu a nota mais alta da história do rock
O álbum de metal sem a qual o Nirvana não existiria, de acordo com Krist Novoselic
A música do Rush que virou um pesadelo para Geddy Lee
David Gilmour elege os dois piores álbuns do Pink Floyd
Os curiosos dois significados da expressão "Eu quero ver o oco", segundo Digão
Jason Newsted é melhor que Cliff Burton, mas Lars e James ferraram ele no Metallica

O verdadeiro significado de "The End", clássico dos Doors cercado por mistérios e polêmicas
13 bandas de rock e metal que nasceram na faculdade e conquistaram o mundo
A canção que fez Ray Manzarek decidir montar os Doors com Jim Morrison
4 hits de rock de 1971 que praticamente sumiram do rádio, segundo a American Songwriter
O vocalista que recusou The Doors e Deep Purple, mas depois entrou em outra banda gigante
O solo de guitarra que está em uma música do The Doors, do Kiss e do Pearl Jam



