Novas teorias questionam morte de Brian Jones
Fonte: Terra Música
Postado em 07 de novembro de 2005
Um novo filme e uma investigação particular defendem que a morte de Brian Jones, fundador e guitarrista dos Rolling Stones, afogado em uma piscina em julho de 1969 aos 27 anos, não foi acidental.
Segundo o relatório oficial, a causa do falecimento foi um acidente provocado pela ingestão de álcool e drogas, mas alguns - entre eles uma mulher que foi sua amante e mãe de um de seus vários filhos - nunca aceitaram essa versão.
Um filme intitulado Stoned (nome de uma das músicas do lendário grupo e que significa "doidão", em inglês), dirigido por Stephen Woolley, produtor de The Crying Game e que estréia neste mês no Reino Unido, vai alimentar a polêmica, prevê o jornal The Independent on Sunday.
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Na produção, que foi exibido no mês passado durante o Festival do Rio, Woolley sustenta a tese de que Jones foi morto na verdade por um construtor chamado Frank Thorogood - falecido em 1993 -, ao qual o músico tinha encomendado obras na casa de campo em que vivia até o trágico incidente na piscina.
Segundo Wolley, o músico devia oito mil libras a Thorogood pelas obras. Irritado, o construtor teria tentado dar um susto no guitarrista ameaçando afogá-lo na piscina, o que por acidente teria ocorrido de fato.
Um investigador privado descobriu que Brian Jones tinha decidido, pouco antes, prescindir dos serviços de Thorogood, o que poderia explicar parcialmente o incidente, sustenta o cineasta. De acordo com testemunhas, o próprio Thorogood admitiu, pouco antes de morrer, ter sido o responsável pelo falecimento do músico.
Esta, entretanto, não é a única teoria sobre a morte de Jones. Uma mulher chamada Pat Andrews, que tinha 15 anos quando conheceu o músico em Cheltenham, também está convencida de que Jones foi assassinado.
Pat teve uma relação de quatro anos com o músico, fruto da qual nasceu Julian Mark Andrews em outubro de 1961. A relação acabou, no entanto, por causa dos ciúmes, entre outras coisas, e mãe e filho voltaram a Cheltenham, cidade natal do guitarrista, depois de terem vivido com ele durante algum tempo na capital britânica.
Depois de voltar a Londres e se reconciliar temporariamente com Jones, Pat o abandonou definitivamente no final de 1963. A ex-amante do astro fez novas amizades mas, em 1995, voltou a mergulhar em seu antigo amor ao fundar um clube de admiradores de Brian Jones para, segundo confessou, fazer com que as pessoas mudassem de atitude em relação ao músico, geralmente associado à figura de pop stars drogados que acabam mal.
Paralelamente, um investigador chamado Trevor Hobley, fã do guitarrista, entrou em contato com Pat e acabou devassando a curta vida de seu ídolo. Durante dois anos e meio, Hobley conseguiu compilar uma série de documentos que, na sua opinião, provam que Jones foi assassinado.
Sua teoria é que os assassinos atacaram Jones no estúdio musical de sua residência, provocaram sua inconsciência, colocaram sua cabeça na água para afogá-lo e depois o jogaram, já morto, na piscina, de sunga.
Hobley diz que conhece uma testemunha - cuja identidade não revelou - que esteve em Cotchford Farm durante as seis semanas que precederam a morte de Jones e que esteve inclusive ao lado do músico duas horas antes de seu trágico fim.
EFE
Morte de Brian Jones
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