Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
Por João Renato Alves
Postado em 01 de fevereiro de 2026
O produtor britânico Steve Lillywhite foi chamado para trabalhar com os Rolling Stones na metade dos anos 1980, no que se tornaria o álbum "Dirty Work". À época, o profissional vivia o auge de popularidade, especialmente por ter trabalhado em todos os discos do U2, que havia se tornado um dos grandes fenômenos do pop rock.
No entanto, a experiência com os veteranos não surtiu o mesmo efeito, como o próprio contou ao podcast World in Your Ear. O período ficou conhecido como "Terceira Guerra Mundial", por conta das frequentes tensões entre Mick Jagger e Keith Richards. Por conta disso, era impossível estabelecer uma relação harmoniosa em estúdio.
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"Eles não se falavam. Se conversaram por uma hora durante todo o período, foi muito. Era um inferno. Literalmente não ficavam no mesmo espaço ao mesmo tempo. Atuei como garoto de recados. Falava com um, depois ia até o outro com alguma mensagem sobre o trabalho e vice-versa."
Apesar disso, Steve reconhece que aprendeu algo importante. "Nunca impeça as pessoas de entrarem no estúdio, mantenha a porta aberta. Quando entram e ouvem alguma coisa, meio que ouço através dos ouvidos delas. Então, pode haver algo que eu, subconscientemente, acho que não está exatamente certo, mas ainda não chegou à minha consciência. Já quando alguém está lá ouvindo e toco uma mixagem preliminar, eu penso: 'Entendi. Agora sei o que precisamos mudar.'"
Lançado em 24 de março de 1986, "Dirty Work" foi o primeiro disco dos Rolling Stones após a morte do pianista e membro fundador Ian Stewart – que chegou a participar das gravações, assim como Jimmy Page e Jimmy Cliff. Além das composições próprias, o tracklist contava com versões para "Harlem Shuffle", de Bob & Earl e "Too Rude", de Half Pint. Um trecho não-creditado de "Key To The Highway", standard do blues, também é executado ao final.
Lidando com os vícios em heroína e álcool, Charlie Watts não tocou em parte das faixas, sendo substituído por Steve Jordan (atualmente com a banda), Anton Fig e até mesmo pelo guitarrista Ronnie Wood. Apesar das críticas, o play chegou ao 4º lugar nos Estados Unidos e Inglaterra, além de ter sido Top 10 em outras treze paradas internacionais. Não houve turnê de divulgação, dado o clima entre os líderes do grupo.
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