Andrew McDermott comenta a volta do Yargos
Por Rafael Carnovale
Fonte: Mundo Rock
Postado em 24 de agosto de 2006
Andrew McDermott é mais conhecido por seus trabalhos com o Threshold, banda que investe pesado no prog-metal. Mas Mr. Mc não é de ficar parado no tempo. Aproveitando uma folga nos trabalhos de sua banda principal, ele se juntou a Weiland Hofmeister (teclados,guitarra) e re-ativaram o Yargos, que chegou a ter atividades nos anos 70. Anca Graterol (vocais), Peter Pichl (baixo), Osssi Pfeiffer (teclados) e Andreas Kienitz (guitarra) foram recrutados para a gravação de "To Be Or Not To Be", um CD bem diferente da banda de Mr. Mc, e um interessante trabalho. Falamos com Andrew via telefone para conhecermos mais deste intrigante projeto, que foi lançado recentemente no Brasil.

Entrevista concedida ao
Portal Mundo Rock
(http://www.mundorock.net)
Mundo Rock – Devo confessar que este álbum me surpreendeu, pois esperava algo mais na linha do Threshold. Isso é algo que tem acontecido frequentemente com os fãs?
Andrew – De fato acontece (Risos). Como você disse as pessoas pensam que virá algo na linha do Threshold, mas a banda e muito diferente, musicalmente e na ideologia, logo o som é diferente, mas tem acontecido.
Mundo Rock – Yargos começou suas atividades em 1973, mas só agora está lançando o CD. O que você pode falar sobre esse hiato de 23 anos?
Andrew – Não foi plenamente um hiato. Começamos nos anos 70, e fazíamos uma boa média de shows por ano, mas os negócios desse mundo musical foram emperrando tudo, e não conseguimos lançar nada nesse período. Foi bem complicado. Só agora a banda conseguiu se juntar e preparar algo sem dificuldade para darmos aos fàs.

Mundo Rock – Como foi formado o atual line-up do Yargos?
Andrew – Procuramos por músicos que morassem próximos a Hannover. Muitos dos que compõem a formação moram, como Anca, e Peter, que já conhecíamos do Running Wild. Alguns vieram até mim e se ofereceram, outros fui procurando e consegui montar. Foi um trabalho fácil e agradável.
Mundo Rock – "The Guilded Cage" e "Time Drops" me lembraram muito o Queen do CD "A Kind Of Magic". Você tem influência do Queen?
Andrew – "A Kind Of Magic"? (Risos). Sim, concordo com você. Sou um grande fã do Queen, e isso me influencia. Mas sei lá... também gosto de Led Zeppelin, Deep Purple, e todas essas me influenciam. Mas o Queen tem seu espaço, com certeza.
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Andrew – Sim... mas há momentos em que a música fala para você. Sempre deixamos as idéias fluírem, diante do que já existe gravado em demos ou registros antigos. Anca e eu trabalhamos intensamente nos vocais, e posso dizer que a maior dificuldade residiu no fato de não termos um plano pré-estabelecido, apenas deixamos as coisas saírem do papel e da cabeça e saímos ensaiando.
Mundo Rock – "Point Of No Return" flerta com o hard-rock, com bons resultados. Além do Queen, Purple e Led Zeppelin, há mais alguma banda que te influencie diretamente?
Andrew – Cara... são muitas (Risos). Black Sabbath, Rainbow, Queensryche, Dream Theater, o rock dos anos 70 em geral. Por isso acho que o som do Yargos é tão variado. São muitas idéias indo e vindo, e na hora H fica complicado chegar a um resultado final.

Mundo Rock – "Human Nature" se aproxima de seu trabalho com o Threshold. Foi uma preocupação tentar soar diferente de sua outra banda neste CD?
Andrew – Com certeza. Alguns momentos como na música citada as coisas permitiram que a mesma tivesse influência do Threshold, mas no geral eu procurei sempre me manter distante, até porque era esse o objetivo quando começamos a trabalhar no novo CD.
Mundo Rock – Vocês fizeram uma grande turnê e tocaram em vários festivais em 2005. Como foi esta experiência?
Andrew – Demais! Vivemos grandes momentos, fizemos grandes shows. Conhecemos muita gente e vários fãs nos responderam de maneira positiva. Foi algo inesquecível para o Yargos, e para mim também.

Mundo Rock – Há planos para shows este ano com o Yargos?
Andrew – Não saberia dizer isso agora... todos os outros membros têm seus projetos, e não é fácil reuní-los para ensaiar, já que trabalhamos muito com o Yargos em 2005. E também estou envolvido no novo CD do Threshold, e nos shows que virão com este lançamento. Não creio que venha a acontecer.
Mundo Rock – E você pensa em gravar um próximo CD com esta mesma formação?
Andrew – Sim, gostaria que isso acontecesse. Mas juntá-los será complicado, devido as diferentes agendas. Eu tentarei, mesmo que precisemos gravar em diferentes países. Espero poder ter algo mais concreto até o fim do inverno (Europa).

Mundo Rock – E que mensagem você deixaria para os fãs brasileiros?
Andrew – Ouçam o Yargos com muito carinho. É um CD bem legal... e espero poder tocar para vocês, seja com o Threshold ou com o Yargos. Será uma festa!
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