O triste encontro de Elton John no auge com um decadente Elvis Presley
Por André Garcia
Postado em 28 de dezembro de 2022
Após um começo devagar no final dos anos 60, na década seguinte, a carreira de Elton Hercules John (sim, Hercules é o nome do meio dele) decolou à estratosfera. Além de tremendo melodista, ele contou ainda com seu vocal potente e cristalino e extraordinárias habilidades como pianista para conquistar as massas. Parecia não ser esforço para ele, aos vinte e poucos anos de idade, enfileirar canções que eram verdadeiros hinos, como "Rocket Man", "Goodbye Yellow Brick Road" e "Tiny Dancer".
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Dessa forma, em 1976, ele era um dos maiores astros musicais não apenas da Inglaterra, mas do planeta. Foi nessa época que ele encontrou pessoalmente com Elvis Presley. Já em seus meses finais de vida, o Rei do Rock estava irreconhecível: inchado, debilitado, viciado em medicamentos e profundamente deprimido — parecia uma sombra de si mesmo. A grandeza e o esplendor de outrora foram distortos em uma triste caricatura.
Conforme publicado pela Cheat Sheet, em entrevista de 1996 para Oprah Winfrey, Elton John relembrou que "foi tão triste, porque ele virou aquele homem corpulento sem olhos — na nuca, de tão fundo. Era algo patético."
Tom Doyle, no livro Captain Fantastic, contou que o encontro aconteceu em um show do Elvis, antes dele subir ao palco, os dois tiveram uma breve conversa, mas foi um momento "embaraçoso". "Elton olhou nos olhos do Rei, e sentiu que 'tinha nada' lá", escreveu.
Herói de infância
Conhecer Elvis Presley naquele estado lamentável foi um verdadeiro choque para Elton John, que o idolatrava como um verdadeiro herói desde muito cedo. O pianista foi introduzido à música do cantor na infância por sua mãe.
"Mamãe costumava comprar um disco toda sexta", contou Elton ao The Guardian. "[Um dia] ela chegou em casa com um [disco de] 78 [rotações] do Elvis e disse: 'Ouvi isso aqui na loja de discos, eu nunca tinha ouvido algo parecido antes!' Ela botou para tocar, e eu nunca tinha ouvido algo parecido antes também!"
"Foi até engraçado porque, uns 10 dias antes, fui cortar o cabelo em um barbeiro local, e, chegando lá, vi uma edição da revista Life. Li um artigo sobre um homem que parecia um alienígena, mas era tão bonito! — eu nunca tinha visto alguém como ele. Então, a ficha caiu e eu disse 'É o homem que eu vi na revista!' Portanto, aquele foi o disco que realmente mudou tudo", concluiu.
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