Documentário sobre Rolling Stones no Rio
Fonte: O Globo
Postado em 16 de novembro de 2006
RIO - O National Geographic Channel exibiu na noite desta quarta-feira, pela primeira vez em português, o documentário "Bastidores: Rolling Stones em Copacabana". O programa dá uma prévia do que se pode esperar do DVD com o histórico concerto de 18 de fevereiro deste ano no Rio, cujo lançamento foi prometido para o fim deste ano. As imagens estonteantes indicam que o produto será sensacional. O documentário, porém, mostra que nem todos na equipe de 264 pessoas que viajam com a banda ficaram satisfeitos com a estada no Rio. Pior: sobre a cidade, principal porta de entrada do turismo brasileiro, ainda prevalecem clichês e preconceitos.
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Já na chegada da equipe, antes da banda, os técnicos gargalham do que chamam "segurança ao modo do Rio", referindo-se a uma numerosa - e justificada - escolta policial motorizada que acompanha o ônibus na chegada à cidade. Na montagem do palco, em Copacabana, o filme apresenta o responsável pela queima de fogos que deveria ocorrer no final do show. Trajando roupa á moda das usadas pelos ingleses colonialistas em suas viagens de safari na África, ele afirma que todos estão se divertido apesar do calor, "inclusive o cara com a metralhadora", numa referência a um dos seguranças que acompanha o trabalho.
Mais adiante, o mesmo responsável pela pirotecnia stoniana colocaria em xeque o veredito dos bombeiros - corporação cujo trabalho é largamente aprovado pela população local - a respeito do espetáculo de fogos de artifício previsto para o encerramento do show. "Você tem certeza que era um bombeiro", pergunta ele ao membro da equipe que negociava com um oficial a liberação da queima de fogos, vetada pelo Corpo de Bombeiros, escolado com exibições do tipo na mesma praia.
Durante a montagem, o gerente de palco da banda emite os piores sinais a respeito da visão estrangeira - ou desta visão estrangeira em particular - a respeito do Brasil. Sobre os trabalhadores locais, todos de uma firma experiente em montagem de palcos, ele diz que são mais "lentos" do que em outros continentes. Um outro membro do "staff" stoniano tenta explicar: "Eles param para ver as bundas". Pelo menos durante o documentário não há o repetido festival de exibição de bumbuns, comum nos programas de TV estrangeiros sobre o país.
Já nos bastidores da banda, a uma hora do show, a maquiadora reclama que desde que chegou ao Rio tenta tomar algo gelado. Mas, diz ela, o máximo obtido foi um balde de gelo. "E estou toda mordida de mosquitos", esbraveja, apesar do poderoso ar-condicionado do Copacabana Palace. Já a banda, que passou inúmeras vezes pela cidade, mostra o mesmo encantamento - talvez, ingênuo - de sempre.
Ao assistir a um vídeo amador feito por um integrante de sua equipe do palco para o público minutos antes do início do show, Mick Jagger afirma, feliz: "Primeiro disseram que seriam 500 mil pessoas. Depois, vi no jornal que estimavam em 2 milhões. O que esperar de uma festa no Rio?", indaga, modestamente, riso no canto da boca e olinhos de chinês. Em seguida, ouve de seu produtor que foi aceita uma área para os patrocinadores - área VIP - para "evitar que alguém atrapalhe o show". No entanto, quem forçar a memória lembrará que foi o povão, e não os VIPs, quem incendiou a apresentação, num espetáculo sem incidentes graves, apesar da multidão de 1,5 milhão de pessoas no local.
Tomando-se por base as reclamações de assinantes no site do canal, a primeira exibição, no dia 5, não foi dublada ou legendada - e, por isso, menos alardeada na programação do NatGeo. Na versão desta quarta-feira, havia tradução. Espera-se, porém, que não tenha sido justamente a narração em português a responsável por tantos destemperos em uma antiga relação de amor, entre os Rolling Stones e o Rio. Vamos aguardar o DVD.
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