Chris Reifert relembra os primórdios do Death

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Luxi Lahtinen, do site Metal-Rules.com, entrevistou recentemente Chris Reifert (DEATH, AUTOPSY, ABSCESS). Alguns trechos desse papo:

Metal-Rules.com: Em primeiro lugar, é preciso perguntar como você se encontrou com "Evil" Chuck Schuldiner nos anos oitenta? Depois que Chuck voltou do Canadá (ele havia se mudado para o Canadá por pouco tempo pois deveria tocar no álbum de estréia do SLAUGHTER, o que acabou nunca acontecendo) e foi para a Flórida — e em seguida foi para São Francisco, ele se encontrou com você em 1986, e aí Chuck e você gravaram a demo "Mutilation", do DEATH. Bem, você tinha apenas 17 anos quando o encontrou e Chuck tinha 19. Mas, voltando à pergunta original, como e quando você o encontrou pela primeira vez?

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Chris: "Eu ainda estava no ensino médio e tinha uma amiga que era DJ da estação de rádio da escola. Ela me disse que iria colocar no ar um anúncio de Chuck, que estava procurando pessoas interessadas em serem membros de sua banda. Eu peguei o telefone dele com ela, telefonei e fui até a sua casa. A coisa foi praticamente acertada na hora, já que eu aproveitei a chance antes que outra pessoa pudesse tentar... ha-ha! Além disso, eu conhecia bandas como SODOM, BATHORY, POSSESSED e ARTILLERY, o que impressionou Chuck. Aquilo foi incrível para mim porque eu já estava comprando demos do DEATH havia uns dois anos e estava muito empolgado, não somente porque iria tocar as músicas que já conhecia e adorava, mas também alguns novos petardos que combinavam perfeitamente com os antigos".

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Metal-Rules.com: Com a demo "Mutilation" vocês conseguiram um contrato com a Combat Records e gravaram o legendário "Scream Bloody Gore", que foi lançado em 1987. Esse álbum foi um dos poucos lançados naquela época (juntamente com o "Seven Churches" do POSSESSED) que realmente definiram os padrões do Death Metal, como o Death Metal deveria soar – e construíram os marcos do gênero, musicalmente falando.

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Chris: "Obrigado pelos elogios, cara! Eu ainda adoro o som de ‘Mutilation’... Parecia tão tosco e sujo! No caso de ‘Scream Bloody Gore’, nós na verdade gravamos uma versão anterior na Flórida em meados de 1986 que ficou com som tão ruim que a Combat considerou aquilo como um engano e nos mandou para Los Angeles pra fazermos direito. Eu gostaria de ter guardado a minha fita cassete da versão antiga para relembrar, mas eu gravei outras coisas por cima muito tempo atrás".

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Metal-Rules.com: Depois que Chuck foi pra Flórida, você ainda manteve contato com ele de vez em quando? Ou vice-versa?

Chris: "Sim, mantivemos o contato. Nós nos encontrávamos em shows de vez em quando e eu fiquei na casa dele para uma visita em 88 (eu acho). Além disso, eu falei com ele pouco antes da sua morte e disse que o último álbum do VOIVOD era muito bom!"

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Metal-Rules.com: Chuck gravou outros 5 álbuns depois de "Leprosy", e acho que não é nenhum exagero dizer que cada um de seus álbuns foi muito elogiado, tanto pela mídia quanto pelos fãs do DEATH. Qual a sua opinião sobre seus últimos álbuns, como "Symbolic" e "The Sound Of Perseverance" que foram os últimos álbuns de estúdio de Chuck com o DEATH?

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Chris: "Para ser honesto, eles ficaram técnicos demais pro meu gosto. Eu prefiro o som mais primitivo e selvagem".

Metal-Rules.com: Para você, qual foi a melhor coisa de ter feito parte de uma das mais legendárias bandas de Death Metal? Tenho certeza de que você tem boas lembranças daqueles dias, então você poderia compartilhar algumas daquelas experiências com os leitores do Metal-Rules.com?

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Chris: "Há tantas boas histórias que não dá pra escolher apenas uma. Mas nos divertimos muito, fomos a muitas festas e foi incrível enquanto estávamos criando aquele som brutal. E ainda conhecemos novas bandas de Death Metal, gravamos a demo e o álbum... Tudo aquilo foi do car*alho!"

Leia a entrevista completa no site Metal-Rules.com.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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