Dark Season: entrevista com a banda no "Distorção"
Por Átila Pretorius
Fonte: Distorção
Postado em 06 de maio de 2010
A poucos dias de um dos maiores festivais de Metal do Estado do Piauí, o Distorção conversou com o organizador e baterista Félix Briano e com o guitarrista Juliano Sousa, membros do DARK SEASON.
Confira alguns fragmentos do que rolou no bate-papo:
O DARK SEASON é um dos Titans que compõe o cenário metal piauiense. Em quais pontos você acredita que a banda evoluiu?
Tecnicamente evoluímos de maneira positiva, sempre tentando fazer com que um riff, uma base um solo soasse da melhor maneira possível, não apenas para ser masturbação musical, coisa que nunca fizemos, mas que se algum dia cruzamos esse caminho, hoje em dia está cada vez mais distante virmos a fazer músicas construídas como operações matemáticas são solucionadas.
Eu também evoluí muito como músico; hoje em dia lembro do meu primeiro show e não sei o que mais dá vontade: rir ou chorar (risos).
O tempo de quase dois anos que ficamos parados me serviu para me dedicar mais ao meu instrumento, fato que até então não tinha tido oportunidade, pois sempre me dediquei mais à banda do que ao Félix Briano músico. E hoje em dia me sinto mais maduro como baterista, o que me deu subsídio para ver exageros e faltas no cuidado com a banda, ou seja: ter cuidado mais de mim me proporcionou ter mais cuidado com a banda.
Sempre soubemos da importância que a banda tem dentro da cena local e tratamos isso hoje com mais atenção ainda, pois para existir a renovação precisa existir no que se espelhar. Se hoje em dia tenho uma banda é porque já olhei para um palco e vi DEMOLIDOR, MONASTERIUM e MEGAHERTZ e pensei "quero isso pra mim também".
Já ouvi a molecada que está começando a tocar dizendo que eram muito influenciados por nós e isso é bom! Tão bom quanto ouvir que se espelham no RETALHADOR, INTO MORPHIN, ANNO ZERO, ZORATES... Isso é que faz a coisa acontecer e ser legal: termos ídolos em nossa cidade, em nosso estado.
No que não evoluímos? Ainda percorremos timidamente as trilhas da web.
Com o advento de novas tecnologias e novas formas de gravação e produção, você acha que o Metal perdeu um pouco sua originalidade, a essência old school?
Não. Para ser sincero não tenho como gostar de um material mal gravado, mal finalizado. Tenho certeza de que Motörhead e outras grandes bandas não teriam gravado seus primeiros discos com a qualidade que foram gravados à época se existisse algo melhor. Eu acho que a tecnologia veio para somar, ela não anula os rolos e os Adats, que continuam a existir, mas como são equipamentos caros reservam sua utilização para trabalhos de maior suporte financeiro. Hoje em dia com um bom PC e equipamentos razoáveis se grava um CD de boa qualidade e isso ajudou e ajuda inúmeras bandas no mundo que não tem grana sobrando para entrar em estúdios de R$500,00 a hora...
O que rola muito também é que o mercado mundial é sedento por oferecer para as novas gerações o que não viveram e ao mesmo tempo lembrar para a que viveu em tempo e lugar, aquilo que já se foi. Quando eu era criança na década de 80, o que mais se via eram filmes que falavam da década de 60. Na década de 90 voltaram as calças de cintura baixa (ainda bem mulheres...), bocas de sino, disco music, neo hippies, hippie chic...
Anos 2000 o que teria que vir? Anos 80, claro! Falando de metal, falariam do que se viveu no metal nos anos 80, principalmente o thrash metal. Voltaram as calças apertadas, jaquetas, patches em jaquetas, reedições de tênis Nike e outros artefatos que serviram para fazer com que alguns bangers que na década de oitenta talvez ainda fossem um mero espermatozóide se ambientassem numa época que já passou, não existe mais. Pô velho, já não basta eu ter usado uma calça apertada daquela e aqueles tênis de astronauta quando criança e ainda por cima vou usar de novo? O mais legal é que vi muito cara saindo das calças cargo e coturnos para as calças super skinny e aquelas basqueteiras toscas, sendo que falavam horrores desse visual antes de explodir a moda "thrash metal 80’s não morreu".
Antes que algum idiota entenda que eu não gosto do metal que foi produzido nos anos 80 quando ler a entrevista, eu gosto!!! Ok???! Mas as coisas só são legais quando brotam de maneira natural, pois o que vi muito foi uma corrida desesperada para ver quem era o "mais oitentista" do pedaço. Curte calça apertada, tênis de astronauta, patches na jaqueta? Massa, se isso vier de dentro de você e você não guardá-los no armário quando vier a nova onda, que sempre vem. Não se sabe qual, mas sempre vem.
Para ler a entrevista na íntegra, acesse:
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Churrasco do Angra reúne Edu Falaschi, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Fabio Lione e mais
Max Cavalera celebra 30 anos de "Roots" com dedicatória especial a Gloria Cavalera
A música dos Beatles que ganhou elogios de George Martin; "uma pequena ópera"
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
O pior disco do Judas Priest, segundo o Loudwire
Os 5 álbuns que podem fazer você crescer como ser humano, segundo Regis Tadeu
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
Slash aponta as músicas que fizeram o Guns N' Roses "rachar" em sua fase áurea
Tom Araya chorou ao receber a notícia da morte de Jeff Hanneman
Regis Tadeu revela por que Sepultura decidiu lançar trabalho de estúdio antes de encerrar
Youtuber viraliza ao eleger o melhor guitarrista de cada década - e internet não perdoa
A icônica banda de rock anos 1990 que foi rebatizada por Tim Maia após levar processo
As 20 piores cinebiografias da história na opinião da Classic Rock
O guitarrista que Brian May diz que gravou "o trecho mais bonito de guitarra" da história



Max Cavalera: "Deveríamos ter demitido aqueles dois e mantido o nome"
A opinião de Paul Stanley, do Kiss, sobre o Metallica e Slayer
Rodolfo Abrantes: ele sentiu presença maligna em shows do Slayer e Marilyn Manson
O capítulo do livro sobre Cazuza que seu pai vetou: "Não vale a pena, Lucinha"
Demissão de Joey Jordison foi a decisão mais difícil da carreira do Slipknot



