Rock Raro: o maravilhoso e desconhecido mundo do rock!
Por Bento Araújo
Fonte: poeira Zine
Postado em 02 de fevereiro de 2011
Sabe aquele livro que você sonhava em ter pra ler? Aquele livro que traria centenas de resenhas dos discos obscuros que você tanto adora, ou de outros tantos que certamente adoraria conhecer? Um livro que não traria nada de bandas manjadas como Deep Purple ou Genesis, mas sim Armageddon, Mellow Candle, Cargo, Andromeda, Human Beast, Leafhound, Kak, Jericho Jones, Blackwater Park e muitos outros… Pois é meu chapa, esse livro existe, em português, e acabou de ser lançado!
Falo de Rock Raro, livro idealizado e lançado pelo colecionador Wagner Xavier. São 352 álbuns escolhidos a dedo por Wagner e seu amigo/colaborador João Carlos Roberto. Tudo impresso em papel de primeira e em cores. Wagner cunhou resenhas bem pessoais de trabalhos imperdíveis de grupos obscuros dos anos 60 e 70, o que deu um ar bem particular ao trabalho; nada daquele papo mala catedrático sobre a trajetória dos conjuntos, mas sim uma análise descompromissada, segundo os ouvidos do autor. Quem quiser saber mais detalhes, basta escrever para o autor no e-mail [email protected]
Wagner Xavier falou com a pZ sobre o lançamento de Rock Raro, e o resultado você confere abaixo…
poeira Zine – Como surgiu a ideia de criar um livro desse tipo?
Wagner Xavier – Em algumas viagens, eu saí em busca de um livro que trouxesse informações sobre discos raros dos anos 60 e 70. Vi que existiam alguns livros que traziam informações sobre capas e discografias de grupos, porém nenhum com resenhas e fotos coloridas. No final percebi que o livro não existia no formato que eu queria comprar, então decidi realizar o trabalho. Já havia plantado árvores e feito filhos, faltava apenas escrever um livro. Também pensamos em como ajudar a fortalecer o rock mais antigo, o mercado e as lojas que tanto gostamos… Sabemos também que o trabalho irá divulgar um período musical muito rico para as novas gerações.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
pZ – Foi tudo baseado na sua coleção particular, certo? Fale um pouco sobre isso…
WX – Eu e meu amigo/colaborador João Carlos Roberto optamos por resenhar discos de nossas coleções. Selecionamos aproximadamente 500 discos num primeiro instante e então chegamos a este universo de 352 álbuns. As três premissas que usamos foram: gostar do disco, esse ser relativamente raro e também possuir essa obra em nossa coleção. Decidimos incluir apenas um álbum por banda/artista, o que foi uma tremenda tortura, pois grupos como Dust, Jeronimo, Birth Control, Black Widow, entre outros, possuem vários discos legais e que temos nas nossas coleções. Concluímos que isso ficaria inviável, então optamos por este modelo, privilegiando um único disco por banda, mas também abordando vários grupos diferentes.
pZ – Como está sendo a repercussão do livro? Tem muita gente no Brasil que se interessa pelo rock mais obscuro dos anos 60 e 70?
WX – Tem sido bem maior do que esperávamos. Na realidade o trabalho foi projetado e idealizado como uma realização de um sonho pessoal, sem grandes pretensões, mas felizmente a procura tem sido muito grande, com gente de todo o Brasil, além de colecionadores de países como Espanha, Argentina, Portugal e França.
pZ – Você é daquele tipo que prefere um "Led Zeppelin obscuro do interior da Malásia" do que o próprio Led Zeppelin, só porque esse primeiro não fez sucesso e pouca gente conhece?
WX – Ótima pergunta (risos). Em hipótese alguma eu optaria pelo primeiro caso; nosso gosto por essas coisas mais raras é bem seleto e o que vale mesmo é a qualidade do som do grupo. Aliás, existe também muita coisa ruim dessa época que provavelmente é rara exatamente por isso… Como falei, escolhemos discos que realmente gostamos. As cotações, aliás polêmicas, já indicam os melhores discos, ou aqueles que mais agradam os autores. Ou seja, pode ser de qualquer lugar, mas se a gente não gostar, não faz sentido entrar no livro. E por falar nisso, tem algum grupo legal na Malásia (risos)? Nas Filipinas gostamos muito do Juan de La Cruz, e este entrou no livro (risos).
pZ – Qual o recado para quem quiser comprar o livro?
WX – Em São Paulo, o livro está sendo vendido na Praça Benedito Calixto aos sábados, na Galeria do Rock e na Galeria Nova Barão. Em Joinville, na Rock Total e na Highway Music, e também via o site das livrarias Midas e Curitiba. Também atendemos via e-mail, através do [email protected]
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