Rock flamenco: matéria no blog Consultoria do Rock
Por Marco Gaspari
Fonte: Consultoria do Rock
Postado em 21 de maio de 2011
Esta matéria seria uma ótima desculpa para um tratado sobre o rock flamenco, mas não tenho nem a pretensão e muito menos o conhecimento para tal empreitada. Apesar de ser descendente de espanhóis por parte de mãe e minha esposa ter alguma ascendência cigana, ninguém aqui em casa costuma tocar castanholas ou sapatear sobre a mesa. Posso afirmar, no entanto, que a música flamenca não tem uma origem conhecida. Ela é geralmente creditada aos ciganos, mas suas raízes podem ser encontradas também na música judaica, cristã e árabe.
Os próprios ciganos têm uma origem controversa. As fontes mais confiáveis estabelecem que lá pelo século IX, por razões desconhecidas, milhares de habitantes do noroeste da Índia começaram a migrar para o ocidente. Ao chegarem à Pérsia, uma parte se estabeleceu e outra continuou uma peregrinação que passou pela Palestina, Egito, Líbia, Tunísia, Marrocos e, finalmente, após cruzar o estreito de Gibraltar, alcançou a Espanha, na região da Andaluzia. Nessa época já eram conhecidos como "gypsies", um nome derivado de Egypt, pois a cor escura de sua pele fez os europeus acreditarem que eles seriam originários das terras quentes do Egito.
Pois é, mas acontece que nessa região da Espanha coexistiram por muito tempo várias culturas distintas. Além dos ciganos, havia (como já foi citado) os católicos, os judeus e os muçulmanos. E desse caldeirão, mantido em fogo brando até o começo do século XIX, uma música misteriosa e expressiva foi finalmente servida aos europeus. Hoje ela é conhecida como Flamenco.

Bom, vou poupá-los de toda a historinha sobre o desenvolvimento desse tipo de melodia durante o século XIX e a primeira metade do século XX. A partir dos anos 50, no entanto, ela floresceu o suficiente para ser considerada hoje a música étnica mais popular do mundo. Uma música assim fatalmente seria absorvida por outros estilos musicais, sendo o jazz um dos gêneros que mais se serviram dela no final da década de 50 e começo dos 60. MILES DAVIS, GIL EVANS, JOHN COLTRANE e CHARLES MINGUS são alguns músicos de jazz que flertaram com o flamenco na época.
Um músico espanhol muito ligado a esses gênios do jazz era Agustín Castellón Campos, um prodígio da guitarra flamenca desde criança. SABICAS, esse era seu apelido (devido à sua gulodice infantil por favas, ou habas – ou habicas, seu diminutivo), nasceu com sangue cigano na cidade espanhola de Pamplona em 1912. Em meados da década de 30 já acompanhava a maioria dos grandes intérpretes do país e escolheu a cantora Carmen Amaya como parceira para uma excursão pela América do Sul, na realidade um pretexto para escapar da Guerra Civil Espanhola e se exilar da Espanha do ditador Franco. Menos de 20 anos depois já estava em Nova York dando recitais de guitarra solo e sua técnica impecável e incrível habilidade na execução de picados e arpejos ligeiros logo conquistaram a cena jazzista local. Aliás, foi graças ao seu prestígio junto aos músicos de jazz que ele começou a gravar e ter seus discos lançados no mundo inteiro, chegando a influenciar toda uma nova geração de músicos flamencos, entre eles PACO DE LUCÍA, que coloca SABICAS em um verdadeiro pedestal.

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