Steve Harris admite que sempre foi "acumulador" de coisas do Maiden, e isso salvou novo livro
Por Bruce William
Postado em 17 de dezembro de 2025
Steve Harris está divulgando o livro "Iron Maiden: Infinite Dreams - The Official Visual History", lançado em 7 de outubro pela Thames & Hudson, e aproveitou para admitir uma coisa que muita gente já desconfiava: quando o assunto é memorabilia do Maiden, ele nunca foi do tipo que joga fora. A graça é que essa "mania" virou a base prática para organizar um livro que revisita 50 anos de história visual da banda.
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Duranteconversa com Nell Jones da TotalRock (com transcrição da Blabbermouth, ao ser perguntado se foi estranho olhar para trás já que ele sempre disse que prefere olhar para frente e não é muito nostálgico, Harris respondeu que não foi "estranho", mas foi trabalhoso - e explicou que acabou caindo muito no colo dele porque era quem tinha o arquivo em mãos e conseguia comentar o que cada coisa significava.
A fala dele é bem típica de banda que viveu estrada pesada: Harris diz que, naquela época, ele era "o único sensato", porque precisava cuidar de muitas coisas e não podia passar dos limites toda hora. E aí ele solta a justificativa com humor britânico e sinceridade de bastidor: algumas pessoas que trabalhavam com eles "não conseguem lembrar muita coisa" porque viviam bêbadas, e ele chega a citar o próprio Dave Murray no meio.
Para não ficar parecendo que ele fez tudo sozinho, Harris também reconhece a ajuda de Ben Smallwood (filho do empresário Rod Smallwood) para "puxar" o material e dar forma ao projeto. E dá para sentir um alívio real quando ele diz que foi bom tirar aquilo das caixas e finalmente colocar em perspectiva, porque era coisa que estava parada há muito tempo e precisava ser organizada para as pessoas curtirem.
Quando o entrevistador pergunta se ele sempre foi esse cara de guardar tudo, Harris confirma: "Eu sempre fui meio acumulador, eu acho, com coisas assim, mas isso acabou sendo útil mais tarde na vida. Tem tanta coisa que eu guardei. E, sim, é um arquivo dessas coisas históricas. E, na verdade, hoje em dia eu acho que eu gostaria de ter guardado ainda mais coisas".
A parte mais curiosa vem quando ele puxa o assunto de diário. Harris conta que começou a anotar por um motivo bem pouco glamouroso: Eu queria ter mantido um diário por mais tempo também, porque eu só mantive um diário no começo mesmo pra registrar quanto a gente estava sendo pago - ou quanto a gente não estava sendo pago, em alguns casos. E aí eu fazia algumas anotações sobre como tinha sido o show e coisas assim. Mas eu queria ter continuado com isso."
Steve deixa claro com suas falas por que esse tipo de livro raramente nasce só de "lembranças": nasce de caixa, papel, recorte, passe, foto, rascunho, e alguém com paciência para juntar tudo. No caso do Iron Maiden, esse alguém é o Harris, e ele afirma que foi "quase um alívio" ver esse material, que ficou guardado por muito tempo, finalmente ganhar forma no livro.
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