Mike Mangini: "não perdemos tempo falando bobeiras!"
Por Samuel Coutinho
Fonte: musicradar.com
Postado em 14 de setembro de 2011
Joe Bosso do MusicRadar.com conduziu uma entrevista com o baterista Mike Mangini dos gigantes do metal progressivo, DREAM THEATER. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
MusicRadar.com: O que você descobriu sobre a banda, desde que se juntou a ela?
Mangini: Eu não esperava ser tão bem recebido, tanto em nível pessoal e nível muscial. Deixe-me explicar. Em nível musical: a única coisa que nos faz ter este entrosamento, união, mesmo neste curto período de tempo, é o nosso amor pelo que fazemos, de tentar ser melhor, de cavar mais fundo. É uma tentativa de alcançar o máximo e nunca desistir. Isso é o que temos em comum, e notei desde o primeiro dia que passei com eles. Em um nível pessoal: todos eles tem muito respeito e estão em sintonia com o que acontece ao seu redor. Eles são muito maduros, e eles estão neste negócio para fazer música. Eles falam muito de outros músicos. Eles dão créditos onde é necessário, e eles aplaudem quem merece ser aplaudido. Nós não paramos pra conversar sobre bandas Thrash ou sobre aquele fulano. Os caras do Dream Theater falam sobre música, alegria, riffs e instrumentos. É tão agradável. Todas as noites se esticam. Não quero dizer isso em tom irônico, mas é o que eles são. Eles são um bando de apaixonados e otimistas. Isso tudo na mesma frase. Não me lembro bem o que Eleanor Roosevelt (Embaixadora da ONU) disse, mas acho que foi assim: "Grandes mentes discutem idéias, mentes médias discutem eventos e mentes pequenas discutem pessoas". Eu realmente acho que é verdade. Não gaste seu tempo fofocando quando você deveria estar fazendo alguma coisa.
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MusicRadar.com: Dito isto, como você lida com fãs que dizem que, sem Mike Portnoy o Dream Theater não é o mesmo?
Mangini: Bem, eu sinceramente não ligo pra isso. Mas eu também olho para eles da mesma forma, é questão de gosto, ou seja, elas podem acreditar em Deus ou na natureza humana. Você sempre terá duas opções. Se você se sente atraído por alguém, isso fica fora de controle. É instintivo. Portanto, se as pessoas são atraídas pelo que Mike Portnoy trouxe para o Dream Theater, como eu mesmo sou, isso faz parte da natureza humana. As pessoas estão apenas fazendo o que elas gostam de fazer, e isso é bom, eu as parabenizo. Se outras pessoas são "anti-Mangini" porque amam Mike Portnoy, não posso dizer ou fazer nada sobre isso. Eles podem pensar o que quiserem, e isso não tem nada a ver com meu jeito de tocar. Já ouviram o álbum? Viram o show? Na maioria dos casos, não. Então, eles estão seguindo apenas suas emoções. Eu não posso mudar isso. Tudo o que posso fazer é fazer o que faço.
MusicRadar.com: Você estranhou o processo de gravação do álbum, pelo fato das músicas já estarem prontas, assim como as partes da bateria?
Mangini: Não foi estranho não, eu aceitei essas boa vindas. Foi engraçado, quando John Petrucci me falou que eu não ia precisar de participar das composições, e eu disse: "John, muito obrigado". Ele ficou curioso sobre minha resposta, mas mesmo assim, eu queria ter mais tempo para revisar o repertório da banda e adicionar ao meu set. Outra coisa, eu não quero mudar nada. Uma coisa importante, que vale salientar, é que John não programou todas as partes da bateria, e eu não toquei nota por nota. Ele criou apenas os esboços para mim. Algumas coisas eu toquei da forma que eram, outras eu mudei, e em alguns casos, nós dois juntos fizemos algo totalmente diferente. Adoro trabalhar dessa maneira.
Leia a entrevista completa (em inglês) no Music Radar.
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