Eric Carr: relembre o músico e seu legado no Minuto HM

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Por Eduardo Bianchi Rolim e Flávio Remote e Alexandre B, Fonte: Minuto HM, Press-Release
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Matéria de 16/07/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Abaixo um trecho do post sobre o álbum Revenge do Minuto HM que menciona o triste falecimento do genial Eric Carr:

O que se segue é triste e tocar neste assunto, apesar de imprescindível, é tarefa ingrata e dolorida. Eric Carr sempre nos pareceu como um exemplo a ser seguido, em caráter e obstinação e certamente deixou seu legado para os inúmeros bateristas que surgiram nos anos 80. Também era sua marca estar sempre à disposição dos fãs, muitas vezes ficando muito tempo após os shows para dar-lhes a devida atenção. Eric recebia diversas cartas e respondia pessoalmente cada uma delas. Além disso, muitas vezes após as passagens de som preferia ficar no backstage dos concertos ao invés de voltar para o hotel, pois o palco e tudo que o cercava era seu ambiente preferido. Sua participação na banda é marcante e nunca será esquecida pelos seus fãs, nós inclusive.

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No fim da turnê de HOT IN THE SHADE, a banda faz um balanço dos anos 80 e chega à conclusão que uma nova guinada deve ser tomada. Apesar de todas as mudanças desde UNMASKED, e com um relativo sucesso atingido desde a retirada das máscaras em LICK IT UP, o sucesso dos anos 70 estava ainda muito distante. Novamente é recrutado o produtor Bob Ezrin (DESTROYER e THE ELDER), o que mostrava claramente que a banda queria uma interferência forte na produção do álbum. Para Eric Carr, a inclusão de Bob significava um álbum mais pesado e que parte da mágica de DESTROYER estaria recapturada. Bob não é somente um produtor, mas também um grande engenheiro de som, além de músico e compositor. Paul Stanley relembra que para o próximo álbum a banda não faria concessões, seja às rádios ou à gravadora. Um grande problema se interporia no início da gravação do álbum: alguns meses depois do fim da turnê, Eric ficou doente, com febre alta, tosse – algo como uma pneumonia. Ao realizar exames raios-X do peito, seus pulmões parecem bem, mas a cavidade de seu coração se mostra aumentada. Ao fazer um eco cardiograma, são verificados fluidos anormais no entorno do coração. Após medicação e melhora do quadro, um novo eco cardiograma é realizado, que mostra um tumor no lado direito do coração (átrio direito). O tumor deveria ser removido e Eric é submetido a uma cirurgia que retira uma grande parte da parede do átrio e inclusive partes de uma das artérias coronárias (há uma filmagem após os créditos finais do Kissology Vol 2. Disc 3, mostrando Eric Carr no hospital em recuperação e com ótimo humor) . Após a cirurgia, Eric se recupera bem a ponto de participar da gravação de God Gave Rock N Roll To You II, em março de 1991. Sua participação, devido ainda ao seu estágio de recuperação, se dá nas partes vocais, sendo a bateria feita por Eric Singer. Destaca-se aqui que esta seria a sua última participação na banda- uma grande música e uma despedida digna do grande integrante, que foi Eric Carr.

Em maio de 1991, Eric Carr descobre que o câncer havia se alastrado pelos pulmões e que um tratamento a base de quimioterapia deveria ser realizado. Há uma melhora com o tratamento e em 27 e 28/07/91, Eric Carr participa do vídeo de God Gave Rock N Roll To You II (disponível em parte no Kissology Vol 2 Disc 3). A seguir, em setembro de 1991, Eric participa da cerimônia do MTV Video Awards. Alguns dias após, Eric sofre de uma hemorragia cerebral e sua condição se torna muito grave. Em outubro de 1991, Eric permanece internado e inconsciente até sofrer a 2ª hemorragia e morrer em 24 de novembro de 1991 (há quase 18 anos atrás). Um dia antes, Freddie Mercury (Queen) morre devido a complicações da AIDS. Embora em varias fontes de imprensa, a morte de Eric tenha sido anunciada, a revista Rolling Stone “esquece” de mencionar a sua morte, mesmo na lista de obituários. Em 8 de janeiro, em uma carta à revista, os membros da banda comentam “Omitir a morte de um músico com a grandeza de Eric Carr, independente de seus gostos pessoais, é imperdoável, especialmente considerando a cobertura que ela recebeu na CNN, MTV e praticamente toda rede de televisão e publicação diária ou semanal”. A carta do Kiss é mencionada em forma editada na seção de cartas da revista Rolling Stone, e a seguir em fevereiro de 1991, a banda faz questão de publicar a versão integral da mesma, de forma a impedir que a Rolling Stone manipulasse em qualquer maneira seu conteúdo.

Ainda assim, após a tragédia, a banda deveria seguir sua jornada e decide manter Eric Singer como membro permanente da banda. Paul lamenta a dificuldade de se falar em Eric Singer, ao se lembrar de quanto especial Eric Carr era para todos. O empresário da banda na época, Larry Mazer, recorda que foi muito difícil de tomar a decisão de continuar após a morte de Eric Carr e que Paul Stanley e Gene Simmons estavam inconsoláveis, mas foram por ele convencidos. Larry incentiva o KISS a fazer o novo trabalho ter “um algo a mais”, onde cada música tinha de ser especial. Mesmo vindo nas piores circunstancias, indubitavelmente Eric Singer, que era amigo de Paul desde a turnê solo de 1989, se enquadrava nas expectativas da banda, pois é descrito por Stanley como possuidor de uma postura de integrante de time, fato este, que conforme experiência anterior em substituição a outros membros se tornara fator chave para o sucesso de um novo membro. Singer, porém, tinha compromissos assumidos com Alice Cooper, e a idéia inicial era que dois bateristas dividissem por igual suas participações no novo álbum. A química entre Singer e a banda se torna evidente, e ele acaba apenas não tocando apenas em uma faixa, Take it Off, que ficou a cargo de Kevin Valentine, por uma questão de tempo mesmo. Durante os ensaios para a gravação do novo álbum, Vinnie Vincent é trazido para participar nas músicas que a banda vem criando e seria creditado como co-autor nas músicas Unholy, Heart Of Chrome, e I Just Wanna. Infelizmente o período de contribuição de Vinnie seria curto, pois os problemas de relacionamento com Gene e Paul ressurgem, tornando impossível sua continuação na feitura do álbum. De qualquer maneira, o objetivo de fazer um grande álbum estava acima de qualquer problema pessoal ou de outra ordem que aparecesse, não interessando quem escreveu, quantas canções, quem participou mais ou menos, ou quem mais estivesse envolvido. No fim quem ganharia com um álbum com grande qualidade seriam os fãs e a própria banda. Paul descreve que neste álbum, independente de créditos nas autorias das musicas, há uma grande colaboração entre ele e Gene, Bob, de forma que qualquer música para ser aprovada, deveria ser de forma unânime entre os membros da banda.

Acesse a matéria abaixo para ver em detalhes tudo sobre Eric Carr e do disco da época do Kiss, o Revenge:

http://minutohm.com/2009/11/22/kiss-discografia-25a-parte-%E...

Discografia Kiss no Minuto HM:

http://minutohm.com/page/9/?s=kiss+discografia

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Sobre Eduardo Bianchi Rolim

Paulistano, nascido em 1982, bacharel em Sistemas de Informação pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV. Tem como paixão as bandas Iron Maiden e MetallicA, mas é fã de rock e metal internacional em geral. Alguns hobbies são: acompanhar o time do coração, Corinthians; doente por Back To The Future e Indiana Jones; viajar; Playstation; jogar o eterno Duke Nukem 3D. Carros em geral e F1 em especial. Tudo que pode ser relacionado à tecnologia (software e hardware). Ama os velhos receivers valvulados e aquelas maravilhosas caixas pesadas e potentes. Fã do Whiplash desde os primórdios. Criador e administrador do Minuto HM (www.minutohm.com), o blog da família do Heavy Metal (Twitter: @minutohm).

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Sobre Flávio Remote e Alexandre B

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