Krisiun: entrevista com a banda para o Guitar Talks
Por Crysthian Gonçalves
Fonte: Guitar Talks
Postado em 08 de março de 2013
O Krisiun é conhecido como um dos principais expoentes do som pesado e brutal do país. Considerado uma das bandas mais bem sucedidas do metal nacional, o grupo encontrou fora do Brasil um grande espaço na cena.
Com nove álbuns de estúdio gravados, sendo o último "The Great Execution" bastante aclamado pela crítica, os irmãos Max e Moyses Kolesne, ao lado de Alex Camargo, foram convidados novamente para se apresentar em um dos festivais de metal mais importantes do mundo, o Hellfest 2013.
O guitarrista Moyses Kolesne conversou com o Guitar Talks sobre o último álbum "TGE", a carreira internacional da banda, a vinda para São Paulo correndo atrás do sonho de fazer música, a cena atual, "que está fraca", segundo sua opinião, e o processo de composição de um novo disco que deve ser lançado ainda este ano.
GT - Contem um pouco para nós como foi a vinda para São Paulo no começo da carreira de vocês.
Nós viemos de ônibus de Porto Alegre, em 1992. Eu já tinha vindo para sampa, mas para os outros foi a primeira vez. Éramos bem moleques, o Max tinha 17 anos e eu tinha 19. Fomos morar em um apezinho no Bixiga, em São Paulo, passamos por várias dificuldades, mas aqui estamos firmes e fortes.
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GT - Como foi a primeira experiência tocando em palcos fora do país?
Foi no festival Fuck the Commerce na Alemanha, perto de Berlim. Lembro até hoje, foi no dia 9 de abril de 1997. Foi um ótimo show, era um Open Air em dimensões pequenas, mas nos ajudou a nos tornar uma banda sólida na Alemanha.
GT - Quais são as influências musicais dos integrantes do Krisiun que acabam compondo o estilo do som da banda?
Cada um tem suas próprias influências e são bem diversas. Eu posso dizer que tenho muitas influencias e é impossível escrever tudo aqui. Mas comecei com AC/DC, Iron Maiden, Judas Priest, Metallica, Slayer, Sepultura, bandas locais do sul como Leviaethan, Astaroth, ouvia English Dogs, RDP, Saxon, Malmsteen, Exodus etc.
GT - Como vocês analisam a cena do metal atualmente no Brasil e no mundo?
Parece que já foi melhor há uns anos atrás. O Brasil estava com uma cena interessante e algumas bandas parecem que desistiram de lutar. Público tem em todos os lugares, mas temos que conseguir chegar até eles, porque não é fácil fazer eventos no Brasil. E se o publico não apoia, tudo vai por água abaixo. Talvez falte um apoio mais sólido, mas com o tempo creio que vai melhorar.
GT - O último álbum de vocês (The Great Execution) foi bastante aclamado pela crítica internacional. Na visão de vocês, o que ele teve de diferente dos outros?
Amadurecimento, tempo para produzir, tudo foi importante para chegarmos ao resultado final. Nunca fomos ao filão das modas ou tendências. Não nos aceitavam no começo dos anos 90, nos chamavam de "grind core satânico". Não existiam bandas com som brutal e veloz naquela época aqui no Brasil, não da maneira como fazíamos, e isso sempre foi algo que mantivemos em mente: não copiar os outros e sempre seguir nosso caminho. No "TGE" foi o mesmo lance, resgatamos nossas influências de raiz, nos concentramos somente no metal e o álbum saiu com este sentimento.
GT - Como funciona o processo de criação e composição dos álbuns do Krisiun? Existe alguma temática envolvida em cada um deles?
Até hoje tudo foi feito em cima de jams no estúdio. Nunca fomos de ficar em casa gravando separados e mostrar algo pronto para os demais integrantes. Uma banda tem de compor juntos, por isso é uma banda. Se não seria um projeto solo no qual um mantém o controle de tudo. Ou seja, cada um acrescenta uma ideia e a música vai tomando cara assim com todos ajudando e somando juntos.
GT - Em que vocês estão trabalhando atualmente? Quais são os planos para 2013?
Desde que saiu o "TGE" não paramos ainda, mas agora em 2013 vamos diminuir um pouco as turnês para começar a compor o próximo álbum.
GT - Muito obrigado pela entrevista. Gostariam de deixar um recado aos fãs do Krisiun e leitores do Guitar Talks?
Muito obrigado pelo apoio de vocês! long live rock n roll!
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