Queen+Adam Lambert: Um compromisso Real

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Por Wesley Augusto, Fonte: Team Rock
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Matéria de 30/12/14. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Não se pode substituir Freddie Mercury. Mas às vésperas de uma turnê, a família Real Brian May e Roger Taylor e seu príncipe coroado Adam Lambert explicam por que eles estão mantendo vivo o legado da banda.
“Minhas músicas são como lâminas Bic,” Freddie Mercury declarou nos primeiros anos do Queen. “Para diversão, para consumo moderno. Você as escuta, gosta delas e as descarta. Pop descartável.” Mas 23 anos depois de sua morte, o ultimo álbum de sua banda é chamado Queen Forever. E os dois membros remanescentes da banda, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, admitem que para eles o título é verdade.

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“Eu entendo as pessoas que dizem: ‘Não há Queen sem Freddie. Apenas deixe pra lá’,” Taylor reconhece, “porque foi assim que nos sentimos, após sua morte. Nós três dissemos: ‘Certo, esse é o fim da banda,’ Mas parece que a banda não morre.”

May agora acredita que tentar aposentar a banda junto com seu vocalista estava fadado ao fracasso desde o início. “Ainda que Roger e eu estivéssemos convencidos de que tinha acabado, nunca terminou.”

A máquina do Queen tem funcionado em seu melhor nos últimos 12 meses. Queen Forever retrabalha três faixas esquecidas de Mercury, ao lado das baladas mais negligenciadas, com a intenção de reativar o interesse em seu catálogo mais antigo. Queen entrou para o Classic Rock’s Roll of Honour como Banda do Ano, após uma turnê triunfante nos EUA, Ásia e Austrália com o novo vocalista Adam Lambert. Nos Estados Unidos especialmente, uma terra de ninguém para o Queen desde os anos 80, a performance extravagante e o estrelado solo de Lambert, desde sua participação no American Idol em 2009 (quando ele se apresentou com o Queen pela primeira vez), ajudou a elevá-los a novas alturas.

May e Taylor ainda têm reuniões da banda com frequência. Quando eles e Lambert falaram à Classic Rock, eles estavam na peculiar situação de se preparar para voltar a estrada na primeira turnê de Queen + Adam Lambert pela Europa, enquanto promovem o legado de seu falecido vocalista em Queen Forever.

É uma vida após a morte estranha, que começou no álbum póstumo Made in Heaven de 1995; continuando com quatro turnês e o virtualmente deserdado álbum The Cosmos Rock com o vocalista Paul Rogers e não dá sinais de que vai parar. As canções clássicas do Queen continuam a ser revividas. Mas como May e Taylor admitem, eles não esperam que nada do que fazem agora se iguale a sua música com Mercury.

Brian May, sonolento após uma viagem a Paris, ligou para a Classic Rock, assim como Lambert. Taylor nos encontra no estúdio em sua casa, próxima ao pub e ao clube de golf de uma sonolenta vila de Surrey.[...]

Estas três faixas são a última vez que Freddie Mercury terá um papel ativo na história do Queen? (sobre as faixas inéditas no álbum Queen Forever)?

“Bem, de certa forma ele está sempre ativo, não importa o que estamos fazendo,” May acredita, “porque eu não acho que possamos fazer qualquer coisa sem que Freddie seja parte disso. Nós estávamos em turnê nos Estados Unidos com Adam Lambert e Freddie já era parte disso por causa das letras e das performances originais em que modelamos o show. Mas ele está lá de uma maneira bem mais tangível, porque nós usamos imagens filmadas. É bom sentir que ele é parte disso, sem ser afogado pela nostalgia. Eu acho que nós traçamos a linha com cuidado e bom gosto.”

“Não vai haver outro e eu não o estou substituindo,” Adam Lambert explica. “Não é o que eu estou fazendo. Estou tentando manter a memória viva, e lembrar as pessoas o quão incrível ele era, sem imitá-lo. Estou tentando mostrar para a plateia o quanto ele me influenciou.”

A energia jovem, o acrobático alcance vocal e o sucesso de Lambert, revitalizaram a banda na América esse ano. As canções clássicas do Queen ganharam novos públicos quando encontraram seu caminho dentro da Tv e de filmes, desde Bohemian Rhapsody em Wayne’s World, até Somebody To Love em Glee.

“É algo grande lá, agora,” May concorda. “O que mudou é que Adam é a primeira pessoa que nós encontramos que pode fazer todo o catálogo do Queen sem pestanejar. Ele tem o alcance e a mesma afinidade por coisas no limiar do excêntrico que Freddie tinha. Você pode ver pessoas nos shows olhando para aquilo e pensando: ‘Por que estamos aqui vendo um cara do American Idol cantar as músicas do Queen?’ E depois de algumas músicas, eles dizem: ‘Nós entendemos!’ Eles riem, eles choram e é um show do Queen tanto quanto sempre foi. Eu não acho que Freddie se importaria por eu dizer isso, ou que eu estou sendo desleal ao Freddie. Adam tem esse instrumento e ele vai fundo.”

Muitos cantores assumiram a posição de Mercury desde sua morte, de Paul Rogers a estrela pop Jessie J na cerimonia de encerramento das Olimpíadas. Mas Lambert tem uma possível vantagem sobre seus predecessores: ele é extravagantemente gay, de uma maneira que Mercury escolheu sugerir ostensivamente. Isso parece dar às suas performances uma autentica conexão com Mercury, que faltou ao Queen desde 1991. “Tudo o que eu sei é que sua teatralidade e extravagancia funcionam bem com a nossa música,” Taylor considera. “Algo disso é muito teatral e quase exagerado, muito grande. Ele não se importa com sua teatralidade, e ele está no palco como um homem abertamente gay – não há fingimento. Então é, talvez!”

“É uma pergunta engraçada,” May diz. “Mas às vezes eu me pego pensando nisso também, porque tanto dos maiores músicos eram gays. Eu me pergunto se há um tipo especial de mágica que atrai tanto garotas quanto rapazes. Há uma espécie de mistério. Mas nós estamos muito confortáveis com isso, e sexualidade nunca foi um problema de maneira nenhuma. Apesar de as pessoas pensarem em Adam como sendo do American Idol, ele na verdade, tem um passado no teatro. Essa é outra conexão, porque Freddie também teve bastante base teatral.”

“Eu acho que para algumas pessoas, isso as ajuda a me entender melhor,” Lambert diz. “Talvez isso crie um quadro para entender meu senso de humor, ou me coloque em uma categoria parecida com Freddie. Então sim, pode ter dado as pessoas uma certa permissão para aproveitar isso, porque está fazendo comparações com alguém que eles sabem que é aceito. Eu não acho que ser gay é um taboo agora. As pessoas já superaram isso.”[...]

May diz que Lambert é um “presente de Deus”, e a única razão do Queen estar tocando agora. Taylor descreve sua voz como “uma em um bilhão.” Seu mútuo respeito originou uma expectativa de músicas do Queen novas em folha. Mas depois do The Cosmos Rock, o par de veteranos do Queen está reticente quanto a seguir este caminho novamente. Quando eu falei com Paul Rodgers em 2014 ele deixou claro sua infelicidade para com o projeto. “Politicamente, Brian e Roger estavam tentando a sorte,” ele lembrou. “Nós fizemos alguns ótimos shows, e Roger tinha algumas músicas ótimas, mas nós poderíamos ter feito melhor.”[...]

“Isso com certeza nos fez pensar duas vezes sobre fazer um álbum do Queen com outro cantor,” ele [Taylor] acrescenta. “Há uma resistência a essa ideia entre o público que compra álbuns, porque Freddie estava tão intrinsecamente ligado a nós. Quando você perde a marca, as pessoas não estão interessadas. É por isso que mesmo os álbuns solo de Freddie ou Mick Jagger ou certamente os meus, não vão quebrar nenhum recorde de vendas. As pessoas querem a marca. É uma palavra horrível, mas muito adequada.”

“Eu não seria avesso a gravar novamente,” May considera, “mas nós não discutimos isso. E nós passamos um tempo enorme fazendo aquele álbum com Paul Rodgers, passando por muita dor e eu acho que não afetamos a consciência pública nem um pouco. Então eu seria cauteloso sobre estar em um grupo de gravação chamado Queen, sem Freddie. Talvez nós devêssemos fazer alguma outra coisa com Adam. Talvez devêssemos fazer parte das gravações dele, no futuro.”

Lambert, com um terceiro álbum a ser finalizado e sua bem sucedida carreira solo para a qual voltar após essa turnê, também é educadamente vago. “Eu me sinto tão honrado em me apresentar com esse grupo,” ele diz. “É um arranjo limitado, uma ocasião única na vida. Ir para o estúdio, gravar novas músicas chamando a nós mesmos de Queen, é outra história.”

“Eu vou dizer uma coisa,” Taylor declara. “Se nós tivéssemos o material, então eu não faria um álbum com nenhum outro senão Adam, porque ele é tão perfeito para o Queen. Ele tem o alcance e o talento. Eu certamente não seria avesso a tentar isso.”

Taylor sabe, porém, que ele e May jamais terão um colaborador tão forte quanto Mercury novamente. Com o baixista John Deacon aposentado desde 1997, a dupla é o Queen, e qualquer outro com quem eles trabalhem, não.

“Você está certo, claro,” Taylor concorda. “Com Freddie, nós éramos todos contemporâneos. Eu não acho que haverá alguém que fara parte do nosso grupo daquela mesma forma. Mas nós respeitamos muito as ideias de Adam. Ele é incrivelmente musical e nós com certeza levamos qualquer coisa que ele diga a sério.”

A perda de Mercury enfraqueceu, necessariamente, qualquer música que o Queen possa fazer no futuro? “Bem, nós perdemos nosso melhor e principal compositor,” Taylor diz. “Todos nós podíamos compor, mas Freddie nasceu para isso. Ele nos surpreendia constantemente. [...] É por isso que Brian e eu não fizemos novas músicas desde que ele morreu, porque sabíamos que não teríamos nosso arsenal completo disponível. Eu tenho uma forte suspeita de que Adam preencheria um pouco desse vazio, mas nós ainda não escrevemos nada juntos. Nós nem falamos a respeito entre nós mesmos.”

FONTE:

https://www.teamrock.com/features/2014-12-20/queen-adam-lamb...

http://www.adamlambertmedia.com/2014/12/2014-12-20-teamrockc...

Tradução: Stefani Banhete

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