Judas Priest: o rock pode até mudar forma, mas nunca vai acabar
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 20 de maio de 2015
Em uma nova entrevista com o Daily Herald, o baixista do JUDAS PRIEST, Ian Hill, foi perguntando se ele acha que o rock está morto, como gosta de enunciar o baixista/vocalista do KISS, Gene Simmons.
"Eu acho que não", respondeu Ian. "Na verdade não. Quero dizer, com o que você vai substituí-lo? As pessoas falam essas coisas... Com o que você vai substituí-lo? É uma dessas coisas – o metal em particular, mas talvez até o rock em certo ponto – nunca esteve muito na moda, se entende bem o que quero dizer. Isso é música pop – seu Elvis Presley e aquilo que você tem até hoje, na modernidade. O Heavy Metal nunca esteve na moda, então realmente não sai de moda. É mais sobre a música do que sobre a imagem. Com essas músicas do Top 40, é totalmente o oposto. A imagem significa muito mais que a música na metade das vezes. E eu acho que é por isso que ainda está por aí, e é por isso que sempre estará por perto de alguma forma. Sempre esteve borbulhando abaixo da superfície. Algumas vezes sobe ao topo – como nos anos 1980 – e algumas vezes ele desce de novo. Mas está sempre lá, entende?"
Quando perguntado se os membros do JUDAS PRIEST sabiam que estavam criando uma forma de música totalmente diferente há 40 anos, Hill disse: ‘Eu não acho que sabíamos. Não. Foi algo que evoluiu com o passar dos anos. Não foi algo que aconteceu do dia para noite. O JUDAS PRIEST evoluiu tanto quanto os outros. Nós começamos a tocar, nos anos 1960, no começo dos anos 1970, as pessoas chamam aquilo de ‘rock pesado’ ou ‘rock progressivo’ [...] Nós só fomos um pouco mais longe, talvez um pouco mais rápido e pesado do que os outros estavam indo naquela época."
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