Deep Purple: a inspiração para continuar criando após tantos anos

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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Matéria de 14/08/15. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O baixista do DEEP PURPLE, Roger Glover, foi entrevistado pelo repórter Mitch Lafon para uma recente edição do podcast "One On One With Mitch Lafon". Escute a conversa através deste link. Seguem alguns trechos da conversa (trascritos pelo BLABBERMOUTH.NET)

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Falando sobre como foi trabalhar com o ex guitarrista do DEEP PURPLE e RAINBOW, Ritchie Blackmore e se ele gostaria de se envolver em uma reunião do RAINBOW:

"Trabalhar com o Ritchie… É óbvio... Ele é provavelmente o músico mais importante com quem trabalhei, ao lado de Jon Lord, Ian Gillan, Ian Paice e por aí vai. E muito influente e certamente eu não estaria aqui hoje sem a colaboração dele, e ele foi um guitarrista brilhante - ainda é um guitarrista brilhante. Mas, mais do que isso, ele é um gênio criativo, entende? Ele compôs coisas como ninguém nunca compôs, e ele atacava a guitarra... Ele não compreende seu papel, realmente, como um guitarrista icônico. As pessoas falam do [Jeff] Beck and [Eric] Clapton e tal, Ritchie deveria estar junto deles. Mas, de certa forma, ele se fez assim, porque ele é muito resoluto. Ele trabalha para si. E se você estiver ao lado dele, então você é privilegiado. Mas a partir do momento que ele não precisar de você, ele não precisa mais de você. Nós tivemos uns tempos difíceis com ele, mas nós também tivemos momentos maravilhosos com ele. Ele tomou as decisões dele e saiu da banda e, na verdade, é a melhor coisa que ele poderia ter feito pela banda; nós agradecemos a ele por isso. Porque naquele momento, a banda era infeliz, e ela tornou a ser uma banda feliz. Então ele nos deixou para ser o que nos tornamos, o que é ótimo. E ele está fazendo o que quer, o que é ótimo. Se ele quiser começar a tocar rock de novo, acho que seria... Não tenho dúvidas de que seria ótimo. E desejo sorte a ele. No que diz respeito a uma reunião do RAINBOW, não, eu não tomaria parte disso. Estou ocupado demais".

Sobre se ele se incomodou com a exclusão do DEEP PURPLE do Rock And Roll Hall Of Fame:

"De jeito nenhum, na verdade. Como posso dizer? Se você me perguntasse há quarenta anos se eu queria estar no Rock And Roll Hall Of Fame, eu responderia, 'Oh, meu Deus! Que sonho!' Mas agora virou bagunça, como eles dizem, não é mais um sonho; na verdade é meio irritante. Antes de mais nada, é uma coisa americana. Não parece ser em âmbito mundial. Politicamente é americano. E as pessoas me falam: 'Por que diabos vocês não estão lá?' e eu não tenho como responder. O Lars Ulrich do METALLICA já se manifestou a respeito, e vários outros. E, francamente, eles deviam ter feito isso há vinte anos atrás quanto o Jon Lord ainda estava vivo e seria a coisa certa a se fazer. Agora, seja o que for, nós não ligamos realmente. E é isso. Acho que é mais importante para nossos fãs e talvez nossas famílias do que é para nós da banda. Se eles quiserem, bem. Se não, amém. Nós na verdade não estamos nem aí. Na verdade, eu às vezes tenho a sensação de que deveríamos simplesmente dizer a eles para irem se catar; provavelmente íamos ganhar publicidade com isso. Mas, quer saber, não somos esse tipo de banda... ainda. Quem sabe? Não é importante, essa é a questão."

Falando sobre o lançamento recente pelo WHITESNAKE do "The Purple Album", que foi classificado como "imaginário de músicas clássicas da época em que o David Coverdale foi vocalista da banda nos álbuns de estúdio das formações Mark III e Mark IV do DEEP PURPLE.

"Bem, eu não escutei o disco - eu não o tenho - mas eu ouvi, creio, a primeira faixa que eles fizeram, a 'Burn', eu acho que foi. Bem, ficou bem palatável, boa de se passar na tv, um rock bem genérico, por assim dizer. O rock ficou bem genérico pois as todos tocam a mesma coisa. E não há nada de errado com os músicos - ele está com ótimos músicos, e ele tem uma ótima voz. Não tenho mais outra opinião a respeito, boa ou ruim. Se ele quer fazer isso, que faça. Na verdade nós mesmos já fizemos uma regravação. Tocávamos a 'Bloodsucker' há muitos anos, que é do 'In Rock', e muita gente ia nos ver e dizia, 'oh, adorei a música nova'. Então, a gente pensava que se as pessoas estão achando que é uma música nova, podíamos fazer uma nova versão dela, e foi o que fizemos. Goste ou não, não importa - é só uma música. Fazer um álbum inteiro... daí já não sei. Não tenho o que dizer. Boa sorte a ele."

Falando sobre o que inspira o DEEP PURPLE a continuar fazendo novas músicas após todos esses anos:

"Acho que isso mantém seu público, e faz crescê-lo. Não paramos de querer crescer. E certamente podemos tocar os velhos clássicos com orgulho. Especialmente na Europa e outras partes do mundo onde o público é muito jovem - a idade média do público está em torno de 20 anos; muitos adolescentes e crianças vão a nossos shows. Então eles estão escutando aquelas músicas pela primeira vez, então, de certa forma, elas tornam-se novas mais uma vez. Você não pára de fazer o que faz; você apenas faz. As pessoas dizem que o formato de álbum está morto, e provavelmente está, mas não para a gente. Acho que se você está numa banda, você dita as suas próprias regras. Ou se você é um artista de modo geral, você deve ditar suas próprias regras. Não deixe que outras pessoas ditem as regras a você. Um álbum é, na verdade, tipo uma foto instantânea do estado em que se encontra a banda naquele momento em particular e naquele ano em particular, e os fãs casca grossa, certamente, estão interessados nisso. E é assim tanto para os fãs quanto para conosco. Eu mesmo sou um fã. Quando ouvi Chuck Berry a primeira vez, eu disse 'oh, eu quero ouvir mais'. Então você vai fundo naquilo, e você pesquisa a história, e ouve mais e então você ouve tudo, e então você aprende de onde ele tirou aquilo, e você volta no tempo e ouve o velho blues. A música é como uma jornada maravilhosa que você pode seguir, se quiser. E álbuns são capítulos nesse livro."

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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