Symmetrya: "O metal nacional precisa se unificar, só assim surgirão grandes bandas!"

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Por Samuel Coutinho, Fonte: Whiplash.Net
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Hoje o em dia o metal nacional ainda está na luta, mas ainda existe respeito e atenção pelas bandas que estão começando ou que já possuem algum tempo de estrada. Do criador a criatura...cabe a essas novas bandas carregarem o legado que está sendo deixando pelas grandes bandas que começaram tudo. O heavy metal brasileiro é um dos mais respeitados do mundo e temos sorte de termos um apanhado de músicos dedicados com a cena. Um belo exemplo vem do sul do país, a banda de Santa Catarina, SYMMETRYA, aposta na humildade e profissionalismo em sua conduta. A banda vem ganhando espaço importante, como na divulgação do seu mais recente trabalho "Last Dawn", tendo ótimos reviews e feedbacks positivos.

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Com isso nos interessamos em fazer uma entrevista com dois membros da banda. O vocalista Jurandir Junior e o tecladista Milton Maia reservaram um tempinho na agenda para conversar e responder algumas perguntas sobre a banda. Eles falaram sobre carreira, o disco mais recente, futuro, expectativas e muito mais confira:

E aí Milton, Jurandir, beleza? Eu queria começar essa entrevista com uma pergunta básica, quais são as influências da Symmetrya e qual a proposta da banda?

Jurandir Jr.: São bem variadas, cada integrante tem a sua, que vai desde músicas pop anos 80 indo até o thrash metal. A proposta da banda é mesclar elementos do hard rock, progressivo, power e heavy metal tradicional com muita melodia.

Legal. Nos conte sobre a cena em Joinville/SC, como está o repertório de bandas por aí?

Jurandir Jr.: A cena da cidade, está melhorando com o tempo, já foi bem fraca anos atrás, mas temos ótimas bandas de metal por aqui, como FLESH GRINDER, ZOMBIE COOKBOOK, LUCIFEIANO, etc.

Legal você mencionar mais essas bandas, até porque eu sei que também tem a SEXY PEARL e os guris da ODYSSEYA, seus conterrâneos, e estão preparando novidades. Falando nisso, O álbum mais recente da Symmetrya, "Last Dawn", é um disco mais direto, mas com muito mais qualidade. Estes 7 anos que passaram após o lançamento do primeiro disco, "Eternal Search", foram fundamentais quanto a isso?

Jurandir Jr.: Com certeza está muito melhor produzido e arranjado pela banda, isso se deve a estrada que a banda teve nesses 7 anos do primeiro álbum e 13 anos de banda. E obviamente a evolução musical da banda e empenho de todos, músicos, fãs, e apoiadores da Symmetrya, que sempre estão sugerindo algo.

Como chegaram no conceito de "Last Dawn", de quem foi a ideia? Me fale um pouco sobre as músicas.

Jurandir Jr.: Numa conversa minha com o Milton (Maia/tecladista), chegamos nesse conceito que é basicamente sobre o fim. Depois passamos para toda a banda e todos curtiram a ideia.
Na verdade, preferimos que nossos fãs leiam as letras e se identifiquem com elas. Mas temos a "Something in The Mist", que fala sobre o livro e filme 'The Mist' do escritor americano Stephen King. Temos uma trilogia que narra a história de Athena, baseada no livro 'A Bruxa de Portobello' de Paulo Coelho. A "Darkest Love" fala sobre um amor sombrio que narra a história de um homem que se apaixona por uma mulher que encontra somente em seus pesadelos.

Milton Maia: Sempre abordamos um pouco de literatura em nossas letras, que abordam o cotidiano das pessoas, porem preferimos que as pessoas interpretem do seu jeito.

Convidar o designer gráfico brasileiro Gustavo Sazes para ilustrar a capa de "Last Dawn" caiu como uma luva, vocês ficaram satisfeitos com a arte da capa?

Milton Maia: Ficamos super satisfeitos com o resultado final da arte da capa e de toda a ilustração do encarte, ficou exatamente do jeito que desejávamos e recebemos muitos elogios sobre a arte da capa; A proposito todos os trabalhos do Gustavo são excelentes.

http://1.bp.blogspot.com/-Uos7ciNqrM4/Vm9jD4D2tLI/AAAAAAAAGH...

Concordo, eu até fiz um artigo sobre as capas que ele cria, ele é, indiscutivelmente, um cara muito criativo. Por falar em participações, outra grande presença no disco é a de Rafael Bittencourt, guitarrista do ANGRA. Ele gravou o solo da faixa "Something in The Mist", como foi ter a presença de um músico renomado como o Rafael no álbum da Symmetrya? E como rolou o convite?

Milton Maia: Foi sensacional contar com a participação de um guitarrista tão talentoso em uma música do nosso álbum. Em relação ao convite, eu já mantinha contato com ele há um bom tempo e resolvi mostrar esta música ao Rafael Bittencourt que gostou muito, onde posteriormente fiz o convite para ele gravar uma participação nessa música que ele topou de imediato.

A banda contava com Ney Solteiro na guitarra, que repentinamente deixou a banda. Ele chegou a participar do processo de composição em "Last Dawn"?

Milton Maia: Sim ele deixou a banda de forma amigável, para seguir seus outros projetos. Ele participou do início do processo de composição, onde ele é o compositor da melodia da música "something in The Mist", exceto as letras.

Com a saída dele, o line-up da banda sofreu uma pequena alteração, o baixista Alexandre Lamim assumiu as guitarras, e Jacson Luiz foi convocado para ser o novo baixista, como foi esta adaptação?

Milton Maia: Foi relativamente simples, pois Alexandre Lamim já tocava guitarra com outras bandas pela cidade e o Jacson, baixista conhecido em Joinville, assumiu seu lugar.

Grande responsa. Bacana também foi o vocalista da banda, Jurandir Júnior, ter sido indicado no Whiplash.Net como uma das vozes promissoras do metal nacional, parabéns cara, o que você tem a dizer sobre isso?

Jurandir Jr.: Pra mim foi uma grande surpresa e satisfação enorme. É um grande reconhecimento e retorno ser indicado pelo melhor site de metal brasileiro.

Em 2014 vocês embarcaram para o Uruguai e tocaram na capital Montevidéu, a banda foi bem recebida pelo público?

Milton Maia: Sim nos apresentamos para cerca de 250 pessoas na capital Montevidéu e foi um show sensacional, fomos muito bem recebidos e as pessoas podem conferir vídeos e fotos em nossas páginas do facebook e Twitter.

Eu vou deixar os links no final da entrevista. Como é que foi a estadia lá na capital uruguaia, algum imprevisto ou correu tudo bem por lá?

Jurandir Jr.: Fomos recebidos muito bem, o público rapidamente se envolveu e contagiou a banda no palco. Tivemos um imprevisto somente na ida, onde 2 integrantes da equipe esqueceram de levar as identidades e tiverem que entrar clandestinamente pela fronteira, e nessa hora foi muito tenso.

Pois é, imagino! (risos)

Jurandir Jr.: Mas hoje esta situação é sempre lembrada com muitas gargalhadas por todos da banda e equipe.

Por aqui, ao longo de 2015, a Symmetrya abriu para duas grandes bandas do metal mundial, o SONATA ARCTICA no mês de março e para o Angra em junho. Como foi dividir o palco com estes dois monstros do heavy metal?

Milton Maia: Foram shows memoráveis e o público dessas bandas curtiram muito o nosso show, cantando, aplaudindo, etc. As pessoas podem conferir alguns vídeos e fotos dessas apresentações em nosso canal do youtube e também pelas redes sociais. Além dessas bandas que você citou, também já dividimos o palco com PRIMAL FEAR, DARK MOOR, PAUL DI'ANNO, SHAMAN (fase Andre Matos), HANGAR, etc.

Ainda no mês de junho, vocês se apresentaram no Workshop de Kiko Loureiro (Angra, MEGADETH) e juntamente com o guitarrista tocaram um clássico do Iron Maiden. Como é que foi o entrosamento entre vocês, já conheciam ele?

Milton Maia: Dividir o palco com uma lenda e um ícone do metal mundial foi uma marca na nossa trajetória e também foi bastante empolgante. A música foi tocada no improviso e ele foi muito receptivo conosco.

Há alguns meses atrás o DR. SIN, umas das mais importantes bandas do cenário nacional anunciou o fim das atividades, alegando desgaste emocional e falta de expectativa com o rock no Brasil. Vocês acham que uma banda com 23 anos de carreira terminar desta maneira causará uma certa desmotivação nas bandas que sonham em crescer?

Jurandir Jr.: Eu acredito que não desmotive as outras bandas, mas com certeza é uma grande perda para todos nesse mercado. Sei que é muito difícil manter o nível e a motivação por um longo período, mas no nosso caso amamos a música e vamos continuar lutando pelo metal nacional.

Resposta animadora, então o que você acha que o metal nacional precisa para ganhar mais espaço e ser reconhecido e respeitado?

Jurandir Jr.: Essa pergunta é muito boa e difícil de responder, mas para mim as bandas têm que continuar lutando por espaço, mesmo quando parece impossível, tem horas que é difícil manter. Sei que é clichê, mas acredito que deveria haver mais união entre bandas, organizadores, público, mídia, etc., pois só assim no futuro teremos outro Angra ou Sepultura, que representam muito bem o Brasil lá fora.

Milton Maia: Precisamos criar uma estrutura de divulgação na mídia, organização de shows, apoio as bandas, similar ao que existe em outros estilos populares.

Alguma previsão quanto a o sucessor de "Last Dawn"? Podemos esperar um novo disco para o próximo ano?

Milton Maia: Está em andamento...será gravado em 2016!

Valeu, obrigado pela entrevista, foi uma honra. Gostariam de deixar um recado para os fãs e novos ouvintes?

Jurandir Jr.: Continuem apoiando o metal e suas bandas, comprando material delas e indo aos shows. Obrigado a todos.

Milton Maia: Obrigado pelo espaço e acesse nossas páginas nas redes sociais para conhecer melhor a banda.

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Sobre Samuel Coutinho

Nascido no interior de SP no dia 15/12/1986, em uma cidade chamada Ilha Solteira, Samuel Coutinho se entregou ao heavy metal logo na adolescência. Seu forte sempre foi o heavy metal melódico, variando desde o prog-metal até ao power-metal.

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