Dream Theater: John Petrucci fala sobre Images and Words

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Por Cica Bartholomeu, Fonte: Metal Insider
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No 24º aniversário do CD "Images and Words", segundo álbum da banda, lançado em 7 de julho de 1992, a reportagem do site Metal Insider esteve com o guitarrista JOHN PETRUCCI para conversar sobre como foi fazer esse álbum, o sucesso de seu primeiro single e suas lembranças do álbum da banda de maior sucesso até hoje.

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JOHN PETRUCCI contou que não fazia idéia do que o "Images and Words" viria a ser, que a situação era de muita incerteza.

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Tinham lançado o primeiro álbum, "When Day and Dream Unite", para o qual não fizeram turnê para divulgá-lo, apenas deram algumas entrevistas. Decidiram mudar de vocalista e passaram cerca de um ano e meio procurando. Nessa época, eles davam aulas de guitarra e trabalhavam com outras coisas, sem saber se a banda ainda teria uma oportunidade. Quando Derek Oliver da Atco Records demonstrou interesse pela banda, fizeram uma espécie de contrato de agenciamento. Gravaram uma demo com algumas músicas do "Images and Words". Quando foram gravar o álbum de verdade com JAMES LABRIE no vocal, a empolgação era enorme por estarem de novo em estúdio.

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Quanto à escolha de JAMES LABRIE, perceberam de imediato que ele era o cara. JOHN PETRUCCI contou que pegaram o material de divulgação dele, onde ouviram uma gravação ao vivo e ficaram impressionados. Marcaram de encontrar com ele, fizeram algumas músicas juntos, e ele já estava na banda.

O maior sucesso da banda, "Pull Me Under", foi por acaso. Ele afirma que nunca pensou que ela seria tocada no rádio ou que faria sucesso na MTV. Fazendo metal progressivo, sendo grandes fãs de YES e RUSH, mas que também gostavam de METALLICA e outras bandas, criavam músicas longas, que não tinham uma estrutura pop normal. Ele menciona que a própria natureza do álbum não era voltada para os padrões comerciais e por tudo isso é que jamais pensaram que "Pull Me Under" teria todo esse sucesso.

Ainda sobre a música, o guitarrista conta que quando saíram em turnê, ela começou a ser pedida e eles não tinham noção do que estava acontecendo. Então tiveram que gravar um vídeo rapidinho durante a turnê, em uma casa de shows, porque não tinham um, e foi aí que tudo começou. Não foi nada planejado.

Aliás, ele confirma que não acha nada boa a versão editada da música. "É sempre um desgosto. Você a escreve de certa maneira por algum motivo, então nunca é bom".

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Mas não há nenhum arrependimento pelo fato de "Images and Words" não ter sido um álbum duplo. Hoje ele vê que foi sem dúvida uma boa escolha, que fizeram certo.

Sobre os reflexos do sucesso de "Images and Words" no "Awake", ele comenta que as coisas foram se encaminhando naturalmente, estavam no começo da carreira, com fãs em todo o mundo, não havia expectativas. Mas que foi principalmente uma oportunidade interessante de fazerem tudo de novo. Tinham a mesma avidez, mas nesse momento mudaram um pouquinho de direção. Por exemplo, foi a primeira vez que usou uma guitarra de 7 cordas, e atribui a isso o fato de o som ter ficado um pouco mais pesado que no "Images".

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Mas essa mudança não foi só no "Awake", pois John afirma que a banda sempre gosta de trazer algo novo, se reinventar, mas mantendo a mesma criatividade, e que isso é sempre divertido.

Se tivesse que escolher uma música do álbum para tocar em um bar em uma jukebox, John escolheria "Pull Me Under". Ele acha que é como se ela tivesse uma mágica, além de meio que exemplificar o estilo da banda. "Você pode ouvi-la e perceber o metal progressivo, tem um refrão marcante. Tenho muito orgulho dessa música".

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Comente: Você lembra quando ouviu Images and Words pela primeira vez?




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