Decapitated: músicos deixam prisão e esperam julgamento por estupro
Por Igor Miranda
Fonte: Spokesman Review
Postado em 13 de dezembro de 2017
Os membros da banda de death metal polonesa Decapitated foram liberados da prisão. Os músicos, agora, esperam por julgamento - eles são acusados de ter sequestrado e estuprado uma mulher, no ônibus de turnê do grupo, entre o fim de agosto e o início de setembro deste ano.
Como parte das restrições pela soltura possivelmente provisória, os músicos do Decapitated precisam continuar em Washington, nos Estados Unidos. Eles também tiveram que entregar seus passaportes. O julgamento está marcado para o dia 16 de janeiro.
Entenda o caso
No início de setembro, duas mulheres acusaram os músicos do Decapitated de sequestrá-las e estuprá-las após um show realizado pela banda, na Califórnia, no último dia 31 de agosto. O caso teria ocorrido entre a noite do dia 31 e a madrugada de 1° de setembro.
A versão das duas mulheres à polícia aponta que elas foram convidadas pelos membros da banda a entrar no ônibus e tomar alguns drinks após o show. Uma das duas afirmou "estar empolgada por estar no ônibus, e, então, um dos membros da banda começou a acariciar seus seios", diz um documento. "Mais tarde ele foi identificado como sendo o baterista Michal Lysejko".
Ela "se sentiu incomodada e disse que os membros da banda começaram a falar uns com os outros em polonês". "Ela descreveu que a 'vibração' no ônibus mudou e um dos músicos começou a olhar pra elas como se fossem presas (prestes a serem abatidas)". Então, ela olhou pra amiga e "sinalizou que precisavam sair dali", indo para o banheiro, tendo sido seguida por Rafal Piotrowski, que "começou a beijá-la e ela tentou resistir quando ele começou a soltar seu cinto". A mulher disse que queria sair do ônibus, mas outro membro da banda lhe disse que sua amiga já tinha ido, e emendou: "Você vai ter que se divertir, ela te deixou".
A mulher que permaneceu no ônibus tentou empurrar Rafal para longe, mas ele agarrou seu braço com violência e a forçou a ficar de frente ao espelho do banheiro, para onde ela olhava e via que cada um dos membros da banda se revezava para violentá-la.
A amiga da mulher que permaneceu no ônibus disse à polícia que viu a colega ser estuprada e foi colocada pra fora depois que Rafal Piotrowki pediu que ela fizesse sexo oral. Ela se recusou, foi jogada no chão, tendo machucado os joelhos e a perna, foi expulsa do ônibus e acabou detida sob a suspeita de dirigir embriagada.
A vítima do abuso foi conduzida a um hospital para exames, onde se determinou que ela tinha contusões consistentes com os relatos - inclusive, durante o suposto estupro, ela "esfregava o punho na parede para tentar amenizar o que estava acontecendo".
A versão dos músicos
Interrogado por autoridades policiais de Los Angeles, o baterista Michal Lysejko apenas dizia não conhecer as garotas, ao ser apresentado a suas fotos, e disse que não falaria sem a presença de um tradutor. O guitarrista Waclaw Kieltyka disse aos investigadores que viu Rafal Piotrowski e o baixista Hubert Wiecek praticando sexo com a mulher no banheiro.
Rafal Piotrowski "admitiu que acontecia uma festinha no ônibus e (as mulheres) estavam presentes". Ele pediu um advogado e um tradutor, se recusando a conceder outras declarações. Hubert Wiecek admitiu que as mulheres estavam no ônibus, mas disse que "estava sentado no sofá e não viu o que estava acontecendo". "Ele pediu um tradutor para que não dissesse nada que pudesse ser mal compreendido. Ele também disse que ninguém foi forçado a entrar no ônibus e disse também que não lembra direito do que aconteceu".
Kieltyka concordou em fornecer seu DNA, enquanto Piotrowski e Wiecek se recusaram.
Em seguida, a banda emitiu a seguinte nota:
"Embora não sejamos seres humanos perfeitos, não somos sequestradores, estupradores ou criminosos. Como tal, negamos fortemente as alegações que foram recentemente levantadas contra nós.
Pedimos a todos que reservem o seu julgamento até que um resultado conclusivo tenha sido alcançado, já que as acusações ainda estão sendo processadas. Todas as testemunhas e evidências serão apresentadas no devido tempo, e acreditamos nesse processo.
Como há incerteza quanto a uma linha de tempo para o desenrolar dos processos e por respeito aos fãs e promotores, devido à gravidade das reivindicações, cancelamos todas as turnês agendadas.
Todas as plataformas de redes sociais foram temporariamente desativadas, pois foram usadas como espaço para comentários difamatórios e maliciosos. Gostaríamos de salientar que as declarações no relatório policial publicado foram realizadas antes de uma prisão. Até então, nenhum membro da banda estava ciente de que um mandado (contra a banda) estava em andamento".
Decapitated - banda foi acusada de estupro em ônibus de turnê
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