Motörhead: todos da formação clássica já nos deixaram
Por Igor Miranda
Postado em 11 de janeiro de 2018
A morte de "Fast" Eddie Clarke, ocorrida na última quarta-feira (10) devido a uma pneumonia, traz um fato marcante para a história atual do Motörhead: já não resta mais nenhum integrante da formação clássica da banda para contar história.
O primeiro a morrer foi Phil "Philthy Animal" Taylor. Ele faleceu no dia 11 de novembro de 2015, aos 61 anos, vítima de insuficiência hepática.
Além de ter gravado os discos da chamada "fase clássica" - "Motörhead" (1977), "Overkill" (1979), "Bomber" (1979), "Ace of Spades" (1980), "No Sleep 'til Hammersmith" (1981) e "Iron Fist" (1982) -, Phil Taylor esteve presente nos álbuns "Another Perfect Day" (1983), "Rock 'n' Roll" (1987), "Nö Sleep at All" (1988) e "1916" (1991), além de ter gravado a música "I Ain't No Nice Guy", presente em "March ör Die" (1992). Foi substituído por Pete Gill entre 1984 e 1987 e por Mikkey Dee a partir de 1992.
Em 28 de dezembro de 2015 - em menos de dois meses -, Lemmy Kilmister se foi. Já era de conhecimento público que a saúde do líder do Motörhead estava definhando, devido aos anos de consumo de cigarros, uísque e anfetamina. Lemmy sofria de diabetes e hipertensão, tendo usado um desfibrilador implantável a partir de 2013.
Curiosamente, não foi nenhum desses problemas que afetou Lemmy Kilmister diretamente. O músico foi diagnosticado com um tumor no cérebro, já em estágio terminal. Lemmy, então, faleceu. Sua autópsia, por outro lado, apresentou que a causa do óbito havia sido uma combinação entre câncer de próstata, arritmia cardíaca e insuficiência cardíaca congestiva.
Antes do trio original, o guitarrista Würzel, que integrou o Motörhead entre os anos de 1984 e 1992, já havia falecido, em 9 de julho de 2011. Ele, que estava com 61 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória, devido a uma fibrilhação ventricular impulsionada por uma miocardiopatia.
O legado deixado pela formação clássica do Motörhead é indiscutível. O trabalho apresentado em álbuns como "Overkill" e "Ace of Spades" segue inspirador para muitas bandas de rock e heavy metal. "Fast" Eddie Clarke, em particular, também conseguiu se destacar com a banda Fastway, que lançou bons discos de hard n' heavy na década de 1980.
Morte de Fast Eddie Clarke
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
O lendário vocalista que teve o dedão amputado por um anão de jardim no quintal
Amanda Somerville diagnosticada com tumor cerebral maligno e agressivo
Sepultura, Titãs e Luiz Caldas levam o peso do rock ao Altas Horas deste sábado
Vocalista se afasta por tempo indeterminado do Dragonforce, que anuncia substituto
A música do The Cure que decepcionou Robert Smith ao virar seu maior sucesso
A música do Oasis que Noel Gallagher considera a sua "Hey Jude"
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
O melhor riff de guitarra do Accept de todos os tempos, segundo Wolf Hoffmann
As seis músicas mais importantes do Judas Priest, segundo K.K. Downing
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
A jam gravada só para testar microfones que virou um clássico do rock e vendeu milhões
Morre "Fast" Eddie Clarke, ex-Motorhead
Os dois estilos musicais que Lemmy detestava e considerava pobres musicalmente
Motörhead ganhará exposição no Museu do Punk Rock, em Las Vegas
O amigo que Ozzy Osbourne sentia falta de ter por perto e chamava de cara definitivo do metal
5 clássicos do metal que escondem letras bem menos assustadoras do que o som


