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Motorhead: Eddie Fast Clarke se vai e com ele parte da minha euforia

Por Rodrigo Contrera
Postado em 11 de janeiro de 2018

Hoje é assim. A gente abre o Facebook e, de parte de um fã clube oficial, sabemos que (mais) um de nossos heróis se foi. Ontem foi assim, com o Eddie Fast Clarke, para sempre a espinha dorsal (dupla) do Motörhead.

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Quando penso no Eddie, que se foi há poucos momentos tentando se recuperar de uma pneumonia, lembro de como ele parecia quieto e calmo. Mas era um sujeito de convicções. E foi assim que ele foi defenestrado da banda. Ele não quis entrar, por um motivo qualquer (parece que uma companheira de palco), e o Lemmy o dispensou.

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O Eddie foi um sujeito aparentemente calmo também quando eles andavam nas turnês. Mas isso era só em aparência. O Lemmy comenta, num dos documentários sobre a banda, que o Philthy Animal frequentemente se envolvia em brigas com ele. Saía porrada para tudo quanto é lado.

O Eddie Fast Clarke era um guitarrista sutil e claro. Ele, quando comentava sobre a guitarra da banda, o fazia calmamente, mostrando como pequenos detalhes faziam a diferença na impressão geral das músicas. Recordo-me que suas impressões eram certeiras, ao menos para mim. Ele é um coautor dos clássicos, e isso ninguém - nem o Lemmy - lhe tira.

Com o perdão de magoar um pouco os fãs do Philip Campbell, foi o Eddie que fez a sonoridade do Motörhead. O Phillip é competente, e gosto mais da fase posterior do Motörhead, mas creio dizer que a banda não existiria enquanto marca de som se não fosse o Eddie. Claro que o baixo do Lemmy é fundamental. Mas, como já disse, o Eddie é a segunda espinha dorsal do Motörhead clássico. E assim continuará sendo.

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Em miúdos, o Eddie pareceu-me aquele típico inglês quieto com quem você não deveria mexer. Um sujeito calmo, mas irrequieto, que conseguia lidar com a cobrança até o ponto em que você mexesse com seus brios. Um sujeito de princípios. Como o Lemmy, inclusive. Diz-se que dois bicudos não se bicam.

Sou um sujeito duro, então, se lamentei aqui comigo, saindo um pequeno esboço de lágrima, foi por apenas instantes. Agora percebo que com o Eddie bastante de meu casamento também se foi. Porque ele embalou aqueles momentos em que eu transtornava tudo e todos, e fingia que era violento (algo que não sou, embora seja agressivo).

O Eddie, não. Ele era violento.

RIP, meu caro.

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Sobre Rodrigo Contrera

Rodrigo Contrera, 48 anos, separado, é jornalista, estudioso de política, Filosofia, rock e religião, sendo formado em Jornalismo, Filosofia e com pós (sem defesa de tese) em Ciência Política. Nasceu no Chile, viu o golpe de 1973, começou a gostar realmente de rock e de heavy metal com o Iron Maiden, e hoje tem um gosto bastante eclético e mutante. Gosta mais de ouvir do que de falar, mas escreve muito - para se comunicar. A maioria dos seus textos no Whiplash são convites disfarçados para ler as histórias de outros fãs, assim como para ter acesso a viagens internas nesse universo chamado rock. Gosta muito ainda do Iron Maiden, mas suas preferências são o rock instrumental, o Motörhead, e coisas velhas-novas. Tem autorização do filho do Lemmy para "tocar" uma peça com base em sua autobiografia, e está aos poucos levando o projeto adiante.
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