Carpiah: banda mineira não pode conter seu grito
Por Carol Lacerda
Fonte: Carol Lacerda
Postado em 27 de setembro de 2019
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Diante de um momento delicado para o povo mineiro, após tragédias ambientais que causaram morte e destruição, a banda CARPIAH, que busca representar a cultura regional por meio da música, não pôde conter seu grito.
Grito, esse é o nome do novo EP da banda, com duas canções que fazem um convite à reflexão sobre a relação entre homem, natureza e capital e suas consequências. A produção musical é assinada pelo guitarrista, violonista e vocalista Márcio Zaum.
A capa do álbum é uma arte do ilustrador Hugo Gherard, que representa perfeitamente a mensagem da banda e transmite o sentimento exato das composições. O álbum será lançado nas plataformas digitais no final de setembro.
A versão de Queimada, de O Terço, uma das principais influências da banda, abre o EP com elementos que caracterizam o rock rural, como o arranjo de violão de 12 cordas e o dueto das vozes. A letra lembra o processo siderúrgico, que é o destino do minério usurpado de nossas montanhas: virar poeira.
Em uma triste coincidência, é impossível não pensar na atual situação da Amazônia, que ao ser queimada diante dos olhos de todos nós e da inércia do Estado, também vai aos poucos, se transformando em carvão.
Natureza, composta por Fred Santos em 2006 e gravada pela primeira vez em 2012 para o CD A Flor do Rock, ganha uma repaginada. A releitura traz novos elementos no arranjo e representa uma síntese do manifesto que a banda se propõe a fazer.
Alguns versos, como "Não era eu nem era tudo, tudo isso e quase nada ali parado tolo e mudo / tentando desvendar as cores, encontrar amores neste quadro: o mundo" remetem à postura de todos nós, que assistimos às tragédias de Mariana e Brumadinho apáticos diante da dor, tentando buscar respostas e responsáveis, mas ao mesmo tempo, sem forças para alguma atitude.
Para Fred e Zaum, o EP é também um marco na história da banda, consolidando a fase atual, que conta ainda com Richardson Poia, Alê Gerardo e Pablo Osório, reafirmando suas influências no Rock Rural, na MPB e na música mineira e ganha fôlego para novas composições.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
O motivo que levou Fabio Lione a quase sair do Angra em 2023, segundo Marcelo Barbosa
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
O dia que Kiko Loureiro respondeu a quem o acusou de tocar errado clássico do Megadeth
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
Blaze Bayley anuncia que não fará mais meet & greets e sessões de autógrafos gratuitas
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
"Não soa como Megadeth", diz David Ellefson sobre novo álbum de sua antiga banda
Marty Friedman conta o que o Metallica possui, mas falta ao Megadeth
O hit do Engenheiros do Hawaii que é o único que Regis Tadeu acha "interessante"
A música mais regravada do mundo que foi feita por um rockstar num carro em Portugal

Cinco músicas do Guns N' Roses que até fãs têm dificuldade de gostar
A música tocante que nasceu como canção de ninar e rendeu um Oscar a Phil Collins
A famosa canção que marcou o começo do fim dos Beatles
João Gordo se arrepende de bater no Cazuza por homofobia: "Dei tapa e joguei sapato"
Anette Olzon: "Eu fui demitida exatamente como Tarja também foi"
As bandas que não têm nenhuma música ruim, segundo o crítico musical Regis Tadeu



