Alice in Chains: como Jerry Cantrell se tornou uma espécie de co-vocalista da banda
Por Igor Miranda
Fonte: Gibson / Ultimate Guitar
Postado em 22 de julho de 2020
O guitarrista Jerry Cantrell falou, em entrevista ao canal da Gibson no YouTube, sobre o desenvolvimento de suas habilidades vocais com o passar dos anos. Cantrell é uma espécie de co-vocalista da banda, função que exerce de forma ainda mais clara com a entrada de William DuVall na vaga deixada pelo saudoso Layne Staley.
Alice In Chains - Mais Novidades
"Sempre fui fã de bandas que têm múltiplas vozes e múltiplos vocalistas, pessoas que podem oferecer uma paleta diferente. É algo que sempre gostei, mas que as bandas de Seattle não tinham muito. Nunca quis ser a voz principal, só queria tocar guitarra, compor e fazer alguns backing vocals, pois é mais fácil e tínhamos Layne Staley", afirmou, inicialmente, conforme transcrito pelo Ultimate Guitar.
A admiração por Layne Staley deixava Jerry Cantrell bem tranquilo no que diz respeito aos vocais do Alice in Chains. "Eu achava que não precisava cantar nada, pois Layne dava conta do recado. Nunca ouvi nada como a voz dele em toda a minha vida e sei que nunca irei ouvir. E era legal estar em uma banda com ele, onde criamos essas músicas juntos. Ele tinha personalidade, não soava como ninguém e ninguém soa como ele", disse.
Apesar disso, a proposta de trazer os vocais de Jerry para as músicas da banda surgiu de forma natural. "Lembro de conversar com Layne, especialmente em nosso primeiro EP (provavelmente em referência a 'Sap', de 1992), pois foi a minha primeira experiência cantando em uma gravação do Alice. Layne dizia: 'cara, essas são suas letras e, sem ofensas, elas devem significar mais para você... adoro cantá-las, mas são suas palavras, você deveria cantar em algumas delas'", contou.
A primeira reação do guitarrista foi negativa. "Eu dizia que não queria cantar, pois não era tão bom cantor quanto Layne, mas ele me elogiou, disse que eu deveria tentar e eu comecei a cantar cada vez mais. Viramos uma banda de vocais conjuntos, em vez de eu assumir apenas os backing vocals", disse.
Essa divisão nos vocais se refletiu positivamente na forma como a banda funcionava. "Ficamos mais próximos nessa questão de carregar o peso juntos, além de ter a versatilidade de duas vozes diferentes. O legal é que nós dois cantávamos juntos de um jeito que criava uma voz ainda maior. Às vezes, dá para dizer quem sou eu e quem ele é na música, mas muitas vezes quando cantávamos juntos, não dá para diferenciar. Virava uma coisa só", concluiu.
Confira a entrevista na íntegra, em inglês e sem legendas, no player de vídeo a seguir.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
A melhor música de cada álbum do Iron Maiden, segundo ranking feito pela Loudwire
Uma cantora brasileira no Arch Enemy? Post enigmático levanta indícios...
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
"Não tenho mágoa nenhuma": Luis Mariutti abre jogo sobre Ricardo Confessori e surpreende
Twisted Sister fora do Bangers Open Air 2026; novo headliner será anunciado nesta sexta-feira
Quem pode ser a nova vocalista do Arch Enemy no Bangers Open Air?
Em parceria com plataforma, Skid Row inicia procura mundial por seu novo vocalista
Ambush e Krisiun são anunciados como atrações do Bangers Open Air
O lendário cantor cuja voz leva Dave Mustaine às lágrimas
A música épica do Rush que mexeu com a cabeça de Dave Mustaine
A ligação de Brian May com o Guns N' Roses que Slash desconhecia; "se eu soubesse..."


A música surpreendente que "peitou" o sucesso do grunge no início dos anos 90
William DuVall encara desafio do metal ao gravar com Metal Allegiance: "É preciso estar à altura"
As 11 melhores baladas de rock alternativo dos anos 1990, segundo a Loudwire
15 grandes discos lançados em 1996, em lista da Revolver Magazine
A banda Grunge que era a preferida de todos os headbangers, conforme Ellefson


