O que Max Cavalera, ex-Sepultura, sente ao ouvir "Schizophrenia" e "Beneath The Remains"
Por Igor Miranda
Postado em 01 de dezembro de 2020
O Sepultura começou a fazer sucesso, de fato, no início da década de 90, quando produziu o álbum "Arise" (1991). Entretanto, a banda lançou três discos e um EP nos anos 80 que, na opinião de Max Cavalera, são subestimados: "Bestial Devastation" (1985), "Morbid Visions" (1986), "Schizophrenia" (1987) e "Beneath the Remains" (1989).
O ex-vocalista e guitarrista da banda falou, especificamente, sobre "Schizophrenia" e "Beneath the Remains" em entrevista ao Overdrive, destacada pelo site Ultimate Guitar. O músico contou que o material antigo do Sepultura vem tendo grande influência nas suas novas criações.
"Eu não notei que algumas dessas músicas antigas teriam um impacto tão grande no novo material que estou escrevendo atualmente. Podem ser os arranjos e riffs mais simplistas que ainda assim funcionam com algumas novas ideias e soam tão brutais", afirmou, inicialmente.
Em seguida, Max citou que tem compreendido os trabalhos antigos do Sepultura de outra maneira nos dias de hoje. "É o caso de 'Schizophrenia', que não é tão falado quando se fala do catálogo antigo do Sepultura, e é um álbum incrível. Fui ouvir 'Escape the Void' e fiquei surpreso com o quão boa é essa música. Pequenas coisas como essa acontecem diariamente e é muito interessante ouvir coisas que foram feitas em certos momentos da minha vida com outros ouvidos", disse.
Poder escutar os primeiros álbuns do Sepultura faz com que Max Cavalera volte "às formas mais verdadeiras do amor pelo metal", em suas palavras. "Tento não crescer e seguir curtindo o poder da música. Eu me diverti tanto fazendo isso e é como dizem: 'é como andar de bicicleta'. Assim que ouço a música, todas as memórias voltam", declarou.
Por fim, Cavalera também cita "Beneath the Remains" como um destaque de sua discografia inicial. "Esse material old-school é muito poderoso, como 'Beneath the Remains', que acho que é um dos álbuns de sonoridade mais crua que o Sepultura já lançou. Gravamos esse disco do início da noite, 19h, até 7 da manhã do outro dia. No outro dia, eu brincava dizendo: 'vou gravar um álbum a noite toda, um álbum noturno!'", concluiu.
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