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Pink Floyd: por que o som deles ficou tão associado a ficar chapado? Waters comenta

Por Igor Miranda
Fonte: HuffPost
Postado em 22 de março de 2021

Muitos fãs de rock associam a sonoridade do Pink Floyd, uma das grandes bandas de rock da história, ao uso de drogas. Especialmente no exterior, ir a um show do grupo era praticamente sinônimo de "sair para ficar doidão", como referenciado até mesmo por alguns filmes e séries, no geral, dos Estados Unidos.

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Curiosamente, os integrantes do Pink Floyd não eram tão drogados assim. A única exceção é o vocalista original Syd Barrett, que saiu da banda em 1968 após ter problemas com a dependência química, responsável por agravar seu quadro de doença mental. Os outros músicos tiveram seus experimentos, porém, segundo eles próprios, não se ancoravam nas drogas para compor, gravar ou performar.

Até daria para atribuir essa "fama" ao fato de que o Pink Floyd surgiu em meio ao movimento hippie, com a psicodelia em voga, no fim da década de 1960. Entretanto, a banda só ficou realmente popular ao longo dos anos 1970, quando já não explorava mais essa vertente musical.

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Por que, então, o som da banda ficou tão associado ao uso de drogas? Em 2013, o vocalista e baixista Roger Waters tentou responder a essa pergunta em entrevista ao HuffPost.

Inicialmente, o músico apontou que os trabalhos iniciais do grupo, com Syd Barrett, traziam frequentemente o espaço sideral como temática das letras. Geralmente, a ambientação das melodias também dava esse tom "viajado" às canções.

"Não cabe a mim responder sobre isso. Eu não sei. Como os fãs do Pink Floyd chegaram a formular a filosofia de que, de alguma forma, tudo tinha a ver com o espaço sideral... o que aconteceu no início da banda", disse.

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Waters mencionou duas composições de Barrett que ficaram conhecidas naquele período. "Acho que tem a ver com o fato de que uma música se chamava 'Interstellar Overdrive' (algo como 'overdrive interestelar') e outra se chamava 'Astronomy Domine' ('domínio da astronomia'), ambas composições de Syd", declarou.

Evidentemente, na fase mais famosa do Pink Floyd, sem Syd Barrett, era ainda mais errado pensar que a banda fazia som "para chapados". Porém, na visão de Roger Waters, até mesmo o período com Syd não se limitava a trazer apenas músicas com essa temática "espacial" e "viajada".

"As músicas de Syd lá no começo tinham mais a ver com a relação dele com a literatura britânica, com Hilaire Belloc, além de suas experiências pessoais. Não tem nada a ver com o firmamento. Não posso explicar isso, lamento", concluiu.

O trecho da entrevista em que Roger Waters fala sobre o assunto pode ser assistido a seguir, em inglês e sem legendas.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.
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