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Judas Priest: o surgimento do visual com couro e rebites e sua conexão com os fãs

Por Mário Pescada
Em 14/04/21

O JUDAS PRIEST eternizou o visual jaqueta de couro e rebites como símbolo do heavy metal. Porém, até chegar a ele, a banda fez uso de diversos apetrechos "nada a ver", digamos. A banda logo percebeu a necessidade de criar uma identidade visual comum com seus fãs e, quando adotou de vez o visual couro e rebites, acertaram em cheio!

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O livro "JUDAS PRIEST: Decade Of Domination", do escritor canadense Martin Popoff, lançado pela Editora Denfire no Brasil, traz na visão dos próprios músicos, como foi o surgimento desse icônico visual. Confira alguns trechos:

"Selamos a nossa identidade com aquele projeto", ressalta K.K. (nota: K. K. Downing refere-se ao disco "British Steel", de1980). Porque, apesar de já termos a atitude e a música, estávamos em busca de fazer um disco que mostrasse a identidade definitiva do JUDAS PRIEST, tanto em termos musicais como visuais. Em relação ao nosso look, até então estávamos um pouco aqui e ali, mas tudo se firmou no British Steel. O disco selou oficialmente o visual da banda para o mundo. De repente, era couro, pulseiras e cintos pontiagudos, motocicletas, aquela porra toda. Tínhamos muito futuro pela frente com essa afirmação do JUDAS PRIEST no início dos anos 80. Por volta de 1978 ou 1979, já havia indícios que nosso visual estava sendo aderido por alguns. Depois de 1980… Mais couro! Mais tachinhas nos cintos e pulseiras! Mais motos!"

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"Acabei embarcando nessa", brinca Ian Hill. "Vestíamos todo tipo de coisa, veludo, cetim, jeans, era um visual bem eclético até certo ponto. Certo dia, Rob apareceu com um casaco de couro, uma jaqueta de motoqueiro, e pensamos, "caramba, ficou muito bom"! Desde então, todos nós temos um. Simples assim. E combinou perfeitamente com a nossa música".

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"Muitas bandas de metal se destacam pela conexão com fãs que canalizam no palco suas próprias imagens manifestadas nos músicos que estão no palco", diz Rob, numa conversa com Sam Dunn a respeito do visual do metal como uma manifestação estética de unidade. "Não acho que exista uma separação entre artista e fãs quando se fala de heavy metal; existe uma profunda identificação. A maneira como seus fãs começam a se relacionar com você e criar conexão, em certa medida, tem muito a ver com a forma que você se veste. Então, o cara vai para os brechós, compra uma jaqueta jeans velha, ou uma jaqueta de motoqueiro, e corta as mangas. Não sei exatamente como isso começou, mas é assim que funciona."

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"Reforço que era uma forma de afirmação da própria identidade. Naqueles tempos, era muito fácil identificar um metalhead circulando por aí. Só de bater o olho em alguém num bar, por exemplo, era possível dizer de cara quem era e quem não era do metal. Aproveitando toda essa onda, muitas bandas passaram a vender patchs bordados e bottons personalizados para os fãs colocarem na jaqueta ou num colete. Era como usar os símbolos de um time de futebol. Então os fãs criavam seu visual, ao mesmo tempo em que representavam as bandas. Naquele estágio inicial, estávamos desenvolvendo nossa imagem ao mesmo tempo em que os fãs estavam; estávamos crescendo juntos, visualmente".

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"À medida que a música foi ganhando força e representatividade, eu tinha a sensação de que era preciso selar uma identidade visual, em que nossas roupas traduzissem uma conexão direta com o peso do som. Como amadurecemos essa identidade? Queríamos algo original, que fazia as pessoas baterem o olho e já identificarem que era o JUDAS PRIEST que estava subindo no palco. Até então, não pensamos que implantaríamos uma nova moda entre os fãs, que passariam a adotar suas roupas como um manifesto de seus gostos. Ao adotarmos as roupas de couro, com cintos e pulseiras cheios tachinhas, parece que acertamos, pois logo o mundo inteiro assimilou o look como parte característica do heavy metal. Até hoje, ao avistarem alguém com esse visual na rua, dirão, "olha lá, um metalhead’."

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Além desse fato marcante na carreira do JUDAS PRIEST, o livro traz outros depoimentos dos membros, ex-membros, de pessoas próximas a banda e TUDO que rondou o grupo de "Rocka Rolla" (1974) a "Defenders Of The Faith" (1984), além da já característica do autor Martin Popoff em fazer sua análise faixa a faixa de cada disco.

Para adquirir esse baita livro, você pode encomendar sua cópia no site da Editora Denfire ou pelo email [email protected]

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FONTE: Editora Denfire
https://editoradenfire.com/

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Sobre Mário Pescada

Mineiro, leitor compulsivo, ouvinte de todas as vertentes do rock - do blues ao grindcore. Valoriza mais a honestidade e entrega em cima do palco do que a técnica. Guarda os flyers dos shows que vai como se fossem relíquias.

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