Ryan Roots: o ''Metalxé' em "Tropical Hell"
Por Heavy Groove
Postado em 05 de maio de 2021
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Aqui presente na sua frente está o primeiro álbum solo do cantor e compositor Ryan Roots, álbum batizado de "Tropical Hell" e que anteriormente seria lançado pela banda Helltribe.
O álbum tem como uma das principais propostas, não apenas propagar elementos da música mais tradicional e regionalista, como o Baião, contido na música "Subverting the Power", mas também propagar a música de cultura de massa, da grande mídia, como o Brega-Funk, ritmo em alta no país há alguns anos, e o Axé Music juntamente com o Samba-reggae, tudo isso fundido ao peso e agressividade do Heavy Metal, traçando um novo caminho sonoro.
Com isso, mais um filho do Brasil e do mundo nasceu, chamado de "Metalxé". Uma fusão perfeita entre o Heavy Metal e a Música Brasileira no seu âmago.
"Tropical Hell", titulo esse adotado para sintetizar e mostrar como é viver no Brasil, convivendo com tantas belezas naturais, cultura e diversidades muito positivas e ao mesmo tempo vivendo um inferno social, com muita injustiça, desigualdades e outras adversidades da vida. Essa dualidade é uma das principais sacadas do álbum.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Existencialismo, revolta, tecnologia, antifascismo, Brasil e problemas sociais são algumas das temáticas do álbum onde cada musica acaba tendo uma cor e sonoridade diferente da outra.
Um prelúdio contido no álbum chamado de "Afrobrasilatinidade" é um conceito criado, explorado e adotado ao álbum para a auto identificação do ouvinte, sendo latino-americano ou de outro continente.
Elevados e conectados pela linguagem universal que é a música, o ouvinte entra em outro universo, se deixando sentir um pouco o que é ser brasileiro.
O processo de gravação foi muito bem traçado e ao mesmo tempo espontâneo, executando vários experimentalismos adentrando nas entranhas do Brasil, nas veias abertas da américa latina em si, e um pouco de África. Então Ryan Roots e o produtor Pedro Paulo Barros, que também gravou o instrumental, foram ao longo do processo fazendo o álbum evoluir não só na sonoridade mas culturalmente também.
O álbum passa longe de ser apenas um disco de Heavy Metal clichê, tão pouco soa como imitação de algo de outrora. Ele é, ainda que anonimamente, um divisor de águas entre o que há de mainstream e underground, fazendo as duas coisas se encontrarem e conversarem entre si.
Uma alquimia, uma transmutação, que apenas sendo explorada pode ser aprimorada para algo que pode ficar maior, ideias não faltam.
Pois o que é mostrado aqui neste álbum, não é tudo o que seu idealizador quis mostrar, há muito mais, que ficará para uma segundo lá no futuro.
Beats eletrônicos, sintetizadores, a grooves percussivos, guitarras pesadas e melodias vocais Aqui está um disco autêntico, que vai muito além do "mais do mesmo", com influências distintas e até desconhecidas da maioria das pessoas. Cada faixa tem uma influência de algum artista ou banda diferente.
Seria muito cansativo para o leitor se eu dissecasse o disco faixa a faixa exibindo detalhes, mesmo sendo dos mais interessantes, este não é o momento para isto, e no momento o que pode ser dito é que de fato as influências de cada faixa é um pouco diferente uma da outra. Algumas das principais influências são: African Head Charge, Anarkia Tropikal, os Brega Funk's dos paredões, Luiz Gonzaga, BaianaSystem, Scientist, C.S.N.Z., Muzenza, Slipknot, Ratos de Porão, Six Feet Under, Arka'n, Code Orange, Crucifix, Gilberto Gil, Necrot, Noisem, O Rappa, Orchestre Poly Rythmo de Cotonou, Peter King, Power Trip, Tyranno, Willie Colon, Bad Brains, Raul Seixas, Daniela Mercury.
A foto da capa foi tirada pelo guitarrista Jarir Porto(Helltribe) na praia de Intermares - PB e o desenvolvimento da arte e encarte ficou nas mãos do Flavio Metralha Veejay FM. Mostrando a dualidade também na parte visual que é umas das principais características do álbum.
Gutural forte, vocais limpos, percussões, sintetizadores espetaculares e swing brasileiro com guitarra bem executada e pesada acaba ficando pouco para descrever o álbum, que chega na voadora e termina na voadora.
Esse é o "Tropical Hell" de Ryan Roots, esse é o "Metalxé" do mundo, vem do Brasil e é o futuro.
Facebook:
https://www.facebook.com/ryanrootsofficial
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