Halford relembra polêmico show supervisionado por oficial; "hoje seríamos cancelados"
Por Emanuel Seagal
Postado em 13 de janeiro de 2022
Patrick Prince, da revista Goldmine, entrevistou Rob Halford, em matéria que promove "Reflections: 50 Heavy Metal Years of Music", um box set de 42 CDs da carreira do Judas Priest. No bate-papo Rob Halford falou, entre outros assuntos, sobre os polêmicos shows na turnê do "British Steel". Confira alguns trechos da entrevista abaixo.
Goldmine: "Vocês realmente começaram a se encontrar com o álbum "Sad Wings of Destiny". Acho que foi quando a banda começou a descobrir sua própria identidade naquele álbum, certo?"
Rob Halford: "Aprendizado rápido. Aprendizado realmente rápido. Sim, pegamos essa experiência de fazer o primeiro disco e percebemos que se você não pegar as rédeas logo no início, você pode ser levado a lugares diferentes por produtores, por gravadoras; eles vão literalmente, não exatamente sequestrar você, em suas mentes eles estão fazendo o melhor trabalho pra você, mas podes perder o controle. Então quando fizemos o segundo disco, que acredito que co-produzimos, sabíamos o que queríamos fazer. Sabíamos pela experiência anterior; sabíamos o que queríamos que saísse dos alto-falantes no estúdio enquanto estávamos gravando. E, claro, tivemos, novamente, em termos de músicas, as músicas que se tornaram clássicos do heavy metal. Saímos da segunda sessão para esse disco em um lugar muito melhor."
Goldmine: "E há duas faixas lá, 'Genocide" e 'Tyrant" — e o álbum 'Unleashed in the East' atestará isso — essas músicas foram, por um tempo, clássicos ao vivo. Eventualmente vocês as abandonaram, mas essas músicas são incríveis ao vivo."
Rob Halford: "Nós não tocamos 'Tyrant' na turnê Firepower"?
Goldmine: "Sim, mas seria bom ter 'Genocide' de volta ao set list."
Rob Halford: "Sabe, nós tínhamos 'Genocide' na lista para esta turnê de 50.º aniversário, e há uma chance de tocarmos em algum momento."
Goldmine: "Acredito que a última vez que vocês tocaram foi na turnê do 'British Steel', e você saiu com uma metralhadora, e isso causou polêmica."
Rob Halford: "Não poderíamos fazer isso agora. Seríamos cancelados, e pelas razões certas. Sim. A metralhadora foi outro dos meus momentos 'tenho uma ótima ideia, pessoal'. Mas era uma referência a, você sabe, um horrível massacre genocida, e nós a usamos para a plataforma dessa música."
Em 2010, em outra entrevista realizada pela Goldmine, desta vez por Pat Prince, Rob Halford deu mais detalhes da controversa ideia de usar uma metralhadora ao vivo:
"Era uma verdadeira metralhadora cheia de balas de festim. Sim, e eu tive essa ideia, no final de 'Genocide', ela fala de genocídio, então eu achei que seria muito legal no final da música pegar a metralhadora (risos) e atirar na galera. E todos pensaram 'Você está louco, caralho?' Na verdade, pegamos uma metralhadora de verdade e um cara nos acompanhou na turnê (para verificar e carregar). Era uma metralhadora completa, uma coisa tipo John Dillinger, e claro, um oficial dos bombeiros vinha e checava a arma sendo carregada e entregada a mim."
"Há uma foto muito famosa minha com aquela metralhadora. Estou atirando e você pode ver as cápsulas saindo, a fumaça e tal. Eu lembro de fazer isso no Palladium, em Nova York, e foi constrangedor porque não funcionou, já que ela às vezes travava."
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