Accept: a busca pelo topo e o significado das "bolas contra a parede"
Por Tchelo Emerson
Postado em 24 de fevereiro de 2022
O canal Metal Musikast está publicando uma série especial com resenhas em vídeo de todos os álbuns da banda Accept. Semelhante ao que é feito com músicas e letras do Iron Maiden no especial "Explicando Iron Maiden - Senjutsu", a série traz comentários, curiosidades e análises de cada álbum da grande banda alemã.
O vídeo inédito fala sobre o álbum "Balls to the Wall", gravado entre os meses de julho a agosto de 1983 e lançado no dia 5 de dezembro de 1983.
Você pode ver o vídeo completo no player a seguir.
Depois da experiência com o álbum anterior, "Restless and Wild", que já trazia logo em sua faixa de abertura o proto-thrash metal "Fast as a Shark", agora a banda mudou sua estratégia e começou o novo álbum com a faixa-título, "Balls to the Wall", que viria a se tornar o maior hit da banda.
As guitarras com sonoridade semelhante ao som do AC/DC aliadas ao ritmo cadenciado, mantido por baixo e bateria diretos e, digamos, mais "econômicos", dão cara de hino à faixa de abertura.
O Accept dava um passo importante em sua carreira, simplificando seu som, numa atitude já tomada pelos seus ídolos do Judas Priest no álbum "British Steel". Trata-se de uma abordagem que vai ser verificada em todo o álbum.

Importante lembrar que no início dos anos 80 as bandas de heavy metal tinham pretensões de alcançar o topo das paradas "maistream" e o Accept buscava altos níveis de sucesso nas vendas dos seus álbuns, diferente do que ocorre atualmente, em que as bandas de heavy metal estão mais focadas em cativar o público do cenário específico da música pesada.
Mas, na época, o Accept queria alcançar patamares de vendas semelhantes aos alcançados por bandas como AC/DC, Van Halen, Scorpions e Quiet Riot.
Tudo isso se reflete na sonoridade do álbum "Balls to the Wall", especialmente na faixa-título.
Destaque-se a narração declamada pelo vocalista UDO Dirkschneider, numa quebra de ritmo que ocorre no meio da música.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A letra diz respeito à defesa de minorias e o título vem de uma expressão da aviação que significa o gesto do piloto que aciona o manche no máximo para aumentar a velocidade total da aeronave. Na época houve quem criasse polêmicas associando a faixa-título a movimentos identitários de defesa de direitos da população LGBTQ. Isso se acentuou com a capa do álbum, que traz a foto de parte de uma perna masculina e uma mão segurando bolas de madeira.
A capa e a letra ficaram sob responsabilidade da empresária, Gaby Hauke (posteriormente Gaby Hoffmann, após se casar com o guitarrista Wolf Hoffmann).
Outras letras que chamaram a atenção pelo mesmo motivo são "London Leatherboys", que a banda diz ser referência a motociclistas ingleses; e "Love Child", sobre pessoas desamparadas e defesas de minorias).

O disco possui excelente produção e o trabalho de guitarras se destaca.
Se o álbum anterior garantia o respeito dos fãs do cenário heavy metal, "Balls to the Wall" abria caminho para o Accept alcançar o "maistream" do mercado da música em geral.
O álbum segue com ótimas músicas, mantendo o alto nível num trabalho muito coeso.
O vídeo é o quinto da série chamada "ACCEPT - DISCOGRAFIA COMENTADA", que vai abordar curiosidades sobre todos os álbuns da banda que desbravou a cena musical dos anos 70 e 80 para inaugurar um circuito para o heavy metal na Alemanha.

METAL MUSIKAST no Youtube é um novo canal para os fãs de metal encontrarem muita informação e histórias sobre as principais bandas de várias vertentes do metal.
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