O disco mais "traumático" e "desgastante" dos Paralamas, segundo João Barone
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de junho de 2022
Os Paralamas do Sucesso apresentam uma longa carreira com diversos discos lançados, como "Bora Bora", "Cinema Mudo", "O Passo do Lui" e Nove Luas". De acordo com o baterista João Barone, entre todos esses lançamentos, "Severino", de 1994, foi o mais "traumático" e desgastante" no que diz respeito a todo o processo de gravação.
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O assunto foi comentado por João Barone em participação no podcast Corredor 5, no YouTube. Em sua visão, um dos grandes problemas foi justamente o longo tempo gasto na etapa final da gravação, que foi de encontro ao hábito da banda de gravar sempre de maneira rápida.
"Esse álbum ‘Severino’ foi uma experiência radical. O Herbert Vianna estava muito influenciado por Brian Wilson. Ele queria fazer algo sem paralelo e experimental. Gravamos a música ‘Varal’, que é do primeiro disco solo dele. Nesse disco, tem a música ‘Cagaço’, que indicamos para as rádios tocarem. Ela rima com ‘Fracasso’, porque não tocou em lugar nenhum! Achamos que podia ser alguma coisa. O disco acabou que não teve muito sucesso comercial, mas os shows que fizemos dessa turnê foi onde gravamos nosso disco ao vivo ‘Vamo Batê Lata’, que foi o que mais vendeu dos Paralamas do Sucesso! Foram mais de 1 milhão de cópias. Os fãs acabaram gostando muito. Mas o ‘Severino’ foi o disco mais bizarro dos Paralamas. De certa forma, foi traumático, porque no final do processo estávamos muito desgastados. O engenheiro de som era um americano maluco e muito cricri. Parecia que ele queria atrapalhar o final do processo. Gravamos em fitas de duas polegadas de maneira análoga. Aí tinha que passar tudo para o digital, era com fita VHS. Tinha uma pilha de fitas para passar e depois mixar. Esse processo foi traumático, ficamos de saco cheio. Sempre gostamos de gravar rápido. Chegar no estúdio com tudo definido. Esse foi o disco que mais demorou para gravar. No final, estávamos desgastados", disse.
Confira a entrevista completa aqui.
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