David Gilmour comenta "A Momentary Lapse of Reason", The Division Bell" e "On An Island"
Por André Garcia
Postado em 21 de julho de 2022
David Gilmour entrou para o Pink Floyd em 1968, meses após o lançamento do álbum de estreia, substituindo seu líder, o visionário Syd Barrett. E da união de suas melodias com as poesias de Roger Waters, a banda enfileirou obras-primas a cada dois anos na década de 70: "Meddle" (1971), "The Dark Side of the Moon" (1973), "Wish You Were Here" (1975), "Animals" (1977) e "The Wall" (1979).
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Após o lançamento do frustrante e depressivo "The Final Cut" (1983), Roger Waters deixou a banda. Desde então, foram apenas três álbuns de estúdio: "A Momentary Lapse of Reason" (1987), "The Division Bell" (1994) e "The Endless River" (2014).
Em entrevista para a Mojo de outubro de 2008, David Gilmour, entre outras coisas, respondeu se ele tinha ciúmes de Roger Waters. E também comentou aqueles que eram até então os únicos trabalhos do Pink Floyd sem ele: "A Momentary Lapse of Reason" e "The Division Bell"; além de seu álbum solo "On an Island" (2006).
Mojo: O que você acha de "A Momentary Lapse of Reason"?
David Gilmour: Há momentos adoráveis nele — como "Sorrow", "On The Turning Away" e "Learning To Fly". Mas, assim como a maioria [das bandas da época], nós nos deixamos levar por aquela coisa oitentista. Ficamos meio que empolgados demais com os recursos tecnológicos que nos eram oferecidos, e Rick [Richard Wright] e Nick [Mason] foram bem inefetivos. A questão é que, dentro de um mês para começar a turnê, Nick e Rick estavam de volta, mas, claro, eu coloquei outros caras a bordo [o percussionista Gary Wallis e o segundo tecladista Jon Carin]. Jon é brilhante, mas não é Rick.
Mojo: Você reuniu o Pink Floyd em 1994 para o "The Division Bell", e descobriu como letrista Polly Samson, com quem se casou em julho daquele ano...
David Gilmour: Eu não poderia falar sobre nada a partir do "The Division Bell" sem dar crédito a Polly por sua ajuda. Mas, ainda assim, tivemos que lidar com críticas. O velho fator Yoko Ono, eu suponho... Nós produzimos alguns clássicos do Pink Floyd em nossa última versão. "High Hopes", do "The Division Bell", que eu compus com Polly, com certeza entra nessa categoria.
Mojo: Richard Wright disse que a turnê de "On An Island" foi a mais tranquila que ele já fez.
David Gilmour: Durante o começo dos anos 80 era fácil esquecer as habilidades de Rick, porque ele mesmo havia esquecido. Mas ele saiu da concha. Claro, Rick sempre foi meio ranzinza. Ele continuava dizendo coisas, tipo: "Essa não é a direção que eu acredito que devemos seguir." Ele falou aquilo em praticamente todos os discos que já gravamos. Rick era assim.
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