Líder do Behemoth encontrou no Tiamat a "voz da verdade" para fugir do catolicismo
Por Emanuel Seagal
Postado em 05 de dezembro de 2022
Nergal, frontman da banda polonesa Behemoth, foi entrevistado por Sam Law, da revista Kerrang!, e relembrou sua infância e adolescência na Polônia, quando se afastou completamente da igreja católica, extremamente popular em seu país.
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"Me parece que a identidade luciferiana e prometeica está no meu DNA. Posso tentar rejeitar isso, mas, como dizem os gregos: 'Conhece-te a ti mesmo!', eu prefiro morrer a negar minha natureza. Minha criatividade vem do mesmo lugar que a dos poetas John Milton e Percy Bysshe Shelley, Aleister Crowley, William Blake e a própria Bíblia", afirmou o músico, ao ser questionado se pondera desviar-se dos habituais temas abordados pelo Behemoth em suas letras.
Um dos primeiros contatos de Nergal com a música foi ao ver seu pai, um tanto embriagado, voltando para casa com um violão, que provavelmente ganhou jogando cartas. "Assim que o vi fui vendido ao Diabo! Foi naquele momento em que assinei meu pacto", disse. O músico acrescentou: "Há três sacramentos crescendo na igreja católica. O primeiro é o batismo, assim que você nasce. Eles colocam um pouco de água benta na sua cabeça e do nada você faz parte da igreja. O segundo é a comunhão, com oito ou nove anos. Chegando no terceiro, aos 14 ou 15 anos, eu já estava começando a questionar algumas coisas. Minha voz interior estava perguntando, 'Isso é você?' e a resposta era, 'Não, não é…' Metal foi um catalisador para essa rebelião. Eu estava começando a andar em direção ao desconhecido…"
Bandas de black metal como Venom, Bathory e Samael foram influentes na rebelião do vocalista, porém foi um nome do gothic metal sueco que o atingiu em cheio. "Eu era um grande fã do Tiamat também, e quando Johan Edlund cantava (na faixa 'The Scapegoat'), 'Eu me volto para você e digo, "Eu adoro Lúcifer"', foi a voz de iluminação e a voz da verdade para mim. Isso foi 26 anos atrás e isso nunca mudou", explicou.
O Behemoth lançou em setembro seu décimo segundo álbum de estúdio, intitulado "Opvs Contra Natvram".
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