"A masculinidade tóxica alimentou esta banda", diz Kirk Hammett sobre o Metallica
Por Bruce William
Postado em 01 de dezembro de 2022
O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, chamou a atenção para a es besteira masculina masculina" no núcleo da banda, embora reconhecendo que os ícones do metal de São Francisco podem não estar onde estão hoje sem essa mentalidade agressiva e intransigente os levando adiante.
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"A masculinidade tóxica alimentou esta banda", disse o guitarrista Kirk Hammett durante conversa com o New Yorker, replicada pelo Loudersound. "Ainda fico ali sentado pensando 'ok, vou fazer um riff muito foda'. Basta ver minha retórica: 'riff sujo, pesado e foda'. É uma agressividade que todos sentem, e que foi bastante intensificada na gente, essa coisa estranha da força do macho'.
Apesar de reconhecer que esta é uma das características que fez com que a banda chegasse onde está, Kirk não se orgulha das coisas que aconteceram ao longo dos anos. "Nós ficávamos bêbados e os trabalhos começavam", conta o guitarrista. "Lembro de uma vez em que James (Hetfield) foi e deu um empurrão em Lars (Ulrich), que literalmente voou pela sala. Nos encontrávamos e começávamos a nos socar uns aos outros. Podíamos estar numa sala com vinte pessoas que iríamos interagir entre nós, ninguém mais importava".
A matéria da New Yorker é um mergulho profundo na psique do Metallica, e Kirk não está sozinho na reflexão sobre os potenciais desafios para a saúde mental de um indivíduo, algo que parece vir de mãos dadas com o tipo de sucesso raro que o Metallica atingiu: "Estar no palco é como estar num mundo de fantasia", diz James Hetfield, que procura se aprofundar em algumas das causas das suas próprias inseguranças que o levaram a se envolver com aditivos para aguentar a pressão: "Todos ficam espalhando o pó da maravilha sobre você, que começa a acreditar naquilo, chega em casa e fica procurando o pózinho mágico, e então percebe que está sozinho com dois gatos tendo que levar o lixo pra fora".
James reflete ainda sobre o final de seu casamento de 25 anos que aconteceu recentemente e admite que ainda tem muito trabalho a fazer em sua busca pessoal pela felicidade e paz interior: "Procurei por muito tempo nos remédios errados. Eu só queria desligar minha cabeça. Isso funcionou até que um dia deixou de funcionar. Encontrar um novo deus que não seja o álcool... sim, é nisso que ainda estou trabalhando", diz o vocalista e guitarrista.
A longa e detalhada matéria da New Yorker pode ser vista, no original em inglês, clicando neste link.
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