Roger Taylor responde se John Deacon assistiu "Bohemian Rhapsody", o filme do Queen
Por André Garcia
Postado em 11 de janeiro de 2023
O baixista John Deacon sempre foi o integrante mais discreto do Queen — parecia o oposto de Freddie Mercury, com seu carisma capaz de levar à catarse estádios lotados. Já no final da década de 80, ele nutria o desejo de sair da banda para trocar o estrelato por uma vida longe dos holofotes com sua família.
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Após a morte de Freddie, ele chegou a tocar no show de tributo ao vocalista em 1992. Após finalizar o álbum póstumo "Made in Heaven" (1995), fez sua última aparição com os ex-colegas remanescentes em 17 de janeiro de 1997, no Ballet for Life, ao lado de Elton John. Desde então, ele rompeu todo e qualquer vínculo não só com a banda como com a música, e leva uma vida reclusa desde então.
Conforme publicado pela Express, quando perguntado pela Mojo se Deacon chegou a assistir à cinebiografia da banda, Bohemian Rhapsody, Roger Taylor respondeu com sinceridade: "Não faço ideia. Nós não temos qualquer contato com John. Me pergunto se um dos filhos dele foi assistir. Quem sabe?" Em outra entrevista, Taylor disse que não falava com Deacon por "mais que uma década — não ouço um pio de John."
Em entrevista para a Rolling Stone, Brian May (que recentemente recebeu o título de sir) contou que "John não quer [envolvimento com o Queen]. Ele está recluso, e nós respeitamos. É uma pena, porque nós adoraríamos tê-lo por perto, mas ele não quer mais envolvimento com isso. Ele não quer mais pisar nessa estrada."
Tanto Brian quanto Roger já deixaram claro em diversas ocasiões que tentam incluir o antigo colega e amigo nas decisões da banda, mas ele jamais se manifesta. Eles chegaram a o enviar o roteiro do filme quando estava em produção, mas jamais tiveram uma resposta. Nem no lançamento de Bohemian Rhapsody, nem na cerimônia do Oscar o baixista deu as caras.
Queen
O Queen surgiu no começo dos anos 70 combinando influência de rock pesado e progressivo com ópera e música clássica. Características essas já presentes desde seu álbum de estreia, autointitulado, de 1973. Embora não tenha feito sucesso comercial em seus primeiros trabalhos, tudo mudou com o lançamento de "A Night at the Opera" (1975), alavancado pelo hit "Bomehian Rhapsody.
A partir daí, uma sequência de sucessos levou o quarteto dos teatros às arenas e, eventualmente, estádios. No começo dos anos 80, viu sua popularidade cair com atrito entre seus integrantes, o que mudou em meados da década com shows antológicos, como no primeiro Rock in Rio e o Live Aid no Wembley lotado.
Apesar de consagrado como um titã do stadium rock, nos últimos anos daquela década o grupo se afastou das turnês e aparições públicas, se restringindo ao trabalho em estúdio. Isso por conta do diagnóstico de HIV positivo do vocalista Freddie Mercury e a consequente fragilização de sua saúde.
Embora mantida em segredo, a doença começou a ser especulada pela imprensa, mas só foi confirmada pelo vocalista no dia 23 de novembro em uma declaração pública. No dia seguinte ele morreu aos 45 anos.
Sem ele, a banda ainda se manteve unida para finalizar o álbum "Made in Heaven" (1995), mas se separou a seguir. Eventualmente, sem o recluso baixista John Deacon, Roger Taylor e Brian May retomaram o Queen em parcerias com Paul Rodgers e Adam Lambert.
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