Regis Tadeu e as razões para o desinteresse pelo rock no Brasil e no mundo
Por Bruce William
Postado em 22 de julho de 2023
Neste vídeo, um corte extraído de uma live, o jornalista e crítico musical Regis Tadeu comenta e lamenta o desinteresse pelo rock que acontece nos dias de hoje não somente no Brasil, mas em todo o mundo.
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Regis começa comentando a percepção predominante entre muitas pessoas no Brasil em relação ao rock nacional, observando que uma grande parcela ainda considera bandas antigas dos anos oitenta, como Paralamas, Barão e Titãs, como parâmetros de sucesso. "Na verdade essas bandas não servem mais, principalmente pelo fato de que essa grande parte dessas bandas, por exemplo, os Titãs, Paralamas, o Barão... essas bandas, elas não conseguiram renovar o público como, por exemplo, fez o Capital Inicial", explica Regis, citando em seguida o caso dos Titãs enchendo estádios, mas quem foi aos shows é um público que a banda já tinha antes.
Ele se diz preocupado com o feedback que recebe nas redes sociais, onde percebe que muitas pessoas acreditam erroneamente que o rock brasileiro deixou de existir. "Isso é, evidentemente, uma grande mentira. Agora, eu vou dizer uma coisa para vocês: esse desinteresse das pessoas pelo rock hoje no Brasil, e por mais incrível que pareça, acontece no momento em que qualquer informação musical hoje está disponível para todo mundo na internet. Então, as pessoas que pensam que o rock brasileiro acabou, essas pessoas são realmente preguiçosas em pesquisar a respeito disso. Porque, assim, hoje em dia, com tanto material que você pode acessar, é absolutamente indesculpável que você diga 'Ah, eu não, não conheço banda nova de rock brasileiro', porque está tudo à disposição. Volto a dizer: tem milhares de bandas novas e bacanas fazendo um som legal que vale a pena a pessoa ouvir".
Apesar de reconhece que a cena autoral enfrenta desafios, com poucas casas de shows dando espaço para bandas emergentes, mesmo nas grandes cidades, e apontar o fim da MTV como um dos fatores que contribuiu para a redução do interesse do público no rock brasileiro, Regis reitera que o gênero musical ainda está vivo e pulsante no país, e que é importante valorizar e apoiar as bandas que continuam produzindo música autoral de qualidade.
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