A importância do Brasil para o lendário show do Queen no Live Aid de 1985
Por Bruce William
Postado em 15 de julho de 2023
A série de vídeos "The Greatest" do Queen abordou em seu último episódio o demolidor show de vinte minutos feito pela banda no Live Aid em 1985, considerado uma das melhores apresentações ao vivo de todos os tempos, tendo sido assistido ao vivo por 72 mil pessoas no estádio e cerca de 1,9 bilhões de pessoas pela TV.
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No vídeo, Brian May admite que o Queen tinha o que ele chamou de "vantagem injusta" sobre as demais atrações do Live Aid. "Nós já havíamos tocado em estádios de futebol. Freddie, em particular, havia aprendido uma maneira mágica de envolver todo mundo. Em um enorme estádio de futebol, ele conseguia fazer todos se sentirem próximos"
Brian também revelou que a banda, a princípio, duvidou dos ambiciosos planos de Bob Geldof para o Live Aid, pois quando ele convidou o Queen para participar do evento o projeto parecia muito ambicioso, e ninguém tinha certeza se daria certo de fato. Freddie chegou a dizer, em uma entrevista antes do Live Aid, que presumia que o clima nos bastidores seria "caótico". "Digo, tem que ser, pois não somos exatamente crianças bem-comportadas, né? Mas isso vai ser a parte legal, na verdade; haverá algum atrito e todos vamos tentar nos superar".
Os segredos que o Queen aprendeu no Brasil para mandar tão bem na apresentação no Live Aid 1985
Em 2020 o Ultimate-Guitar transcreveu trechos do áudio de uma entrevista de Brian May a uma rádio, onde ele fala sobre a experiência que o Queen tinha para lidar com grandes públicos, que a banda havia adquirido nos shows em grandes estádios da América do Sul no começo dos anos oitenta, além de shows no Japão.
"Esse tempo entre o Live Aid e os shows de 1985 em Wembley e no Knebworth, que foi o derradeiro, representou o nosso auge. Foi a nossa última turnê. A gente pensava que seria a primeira entre várias turnês de estádios, mas não foram, pois foi a última que pudemos fazer com Freddie", contou May, em seguida comentando o quão ajustado estava o Queen naqueles tempos: "A gente não notava isso na época, mas hoje, vendo os vídeos, fica claro que éramos uma máquina muito bem estruturada, com tudo no lugar certo. Nossas vidas, é verdade, estavam muito confusas, mas no palco a gente era um time e fazíamos de tudo, até improvisávamos", disse.
"Tudo era diferente naqueles tempos. O Live Aid foi completamente ao vivo, a maioria dos artistas nem trazia seu equipamento próprio, a gente compartilhava tudo, todos deixamos os egos de lado. E muitas coisas falharam na parte técnica, todos deixaram os egos de lado. E muitas coisas deram errado na parte técnica" comentou Brian, se referindo aos problemas passados por Paul McCartney, que estava sem conseguir ouvir a si mesmo. "Para nossa sorte, a gente tinha uma boa equipe técnica e demos o nosso melhor. E estávamos afiados, pois tocamos em estádios na América do Sul e no Japão, a gente sabia como lidar com aquilo, e sabíamos que a regra era tocar os hits, juntamos o máximo deles em vinte minutos e funcionou!".
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