Kirk Hammett relembra o mantra de Cliff Burton: "Estou pouco me f*dendo"
Por André Garcia
Postado em 28 de outubro de 2023
O Metallica já tem 40 anos de estrada e 11 álbuns em sua discografia. Mesmo assim, para muitos fãs, nada do que eles fizeram após a morte do baixista Cliff Burton, em 1986, se compara com seus três primeiros álbuns: "Kill'Em All" (1983), "Ride the Lightning" (1984) e "Master of Puppets" (1985).
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Até hoje, Cliff é muito lembrado e amado pelos fãs da banda, tanto pela sua sonoridade incomparável quando por sua personalidade forte fora dos palcos. Seus colegas de banda até hoje o relembram com carinho e admiração.
Conforme publicado pelo biógrafo e jornalista musical Mick Wall para a Metal Hammer em 2019, Kirk Hammett relembrou uma frase que encapsulava o forte senso de integridade de Cliff, usada por ele quase que como um mantra:
"Cliff tinha muita integridade, e sua maneira de expressar essa integridade era resumida em um bordão que eu ainda repito: 'Estou pouco me f*dendo'. Ele só se importava mesmo com a música e a integridade por trás da música. Ele era simplesmente muito, muito verdadeiro."
"Não sei se ele de alguma forma sabia que teria pouco tempo, mas ele realmente vivia como se [cada dia] fosse seu último dia. Ele simplesmente não aceitava nada em que ele não acreditasse; e aquilo me ensinou muito. Até hoje, quando estou passando por certas situações, posso ouvir Cliff dizendo: 'O que é real para você? O que realmente importa?'"
"Ele falava de várias coisas que não importavam, fazia uma lista, e no final de cada uma dizia 'Estou pouco me f*dendo'. Ele era uma pessoa muito forte, teimosa às vezes, e por causa disso, às vezes tínhamos nossos desentendimentos. Mas éramos muito como irmãos, e ele teve uma grande influência sobre todos nós."
Já o baterista Lars Ulrich relembrou os gostos musicais peculiares e a intransigência do saudoso colega.
"Cliff era muito, muito diferente de James e eu. Ele era uma mistura interessante entre o tipo de vibe hippie, psicodélico e não conformista de San Francisco, meio que em seu próprio mundo, e ao mesmo tempo, uma faceta caipira: gostava de cerveja, encrenqueiro, e ouvia ZZ Top e Lynyrd Skynyrd. Então, ele era uma mistura muito interessante de diferentes tipos de personalidades. Eu era fascinado por sua singularidade, pelo seu inconformismo e pela sua insistência em fazer as coisas do seu jeito – mesmo que isso o levasse ao ridículo."
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