Os dois integrantes do Deep Purple que não viram nada demais em "Smoke on The Water"
Por Bruce William
Postado em 17 de março de 2024
Um dos riffs mais famosos da história, "Smoke on the Water" é um daqueles clássicos que absolutamente todo mundo que tem ou teve em algum momento de sua vida interesse por Rock conhece, e quem toca ou já tocou guitarra muito provavelmente já dedilhou.
Lançada pelo Deep Purple no "Machine Head" de 1972, a música já teve sua origem envolvendo o incêndio contada e recontada inúmeras vezes, sendo hoje uma das grandes lendas da história do Rock, com seu criador, o guitarrista Ritchie Blackmore, aclamado como um dos grandes gênios criadores de riffs marcantes.
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Curiosamente, dois integrantes da fase clássica do Deep Purple que registrou "Smoke on the Water", o baixista Roger Glover e o baterista Ian Paice, admitiram que não se impressionaram muito com o riff quando Ritchie apresentou para a banda. A pauta é do Ultimate Classic Rock.
"O primeiro e único take foi gravado no Pavillion. Não havia nada de especial naquilo. Era um bom riff, mas os riffs escritos por Ritchie eram semelhantes a esse. Não era tão diferente. Só mais tarde a gente passou a dizer que é um riff brilhante. Acho que na época não reconheci isso não", disse Roger, se referindo ao teatro Pavillion em Montreux na Suíça, onde a banda estava gravando o álbum.
"Pensei que tivéssemos feito duas tomadas, mas pode ter sido apenas uma tomada completa", acrescentou Paice. "A lembrança que marcou - porque foi há muito tempo e num período tão curto de tempo - era dos caras da equipe mantendo a polícia afastada, porque a gente fazia muito barulho naquela pacata cidade suíça, então a polícia viria para nos mandar encerrar [as gravações]. Mas eu realmente não me lembro muito sobre o riff antes de Montreux, realmente não me recordo".
Curiosamente a música nem foi planejada para ser lançada como single. E quando finalmente foi lançada neste formato, em maio de 1973, o grupo já havia lançado um álbum de estúdio adicional, "Who Do We Think We Are", e até mesmo um disco ao vivo, o "Made in Japan".
"Era muito longa", relembra Paice como tendo sido a razão pela qual a música não foi originalmente considerada como single. "Eram cinco minutos e meio ou algo assim – a versão original do álbum. Foi preciso que um cara da Warner Bros dissesse: 'É uma ótima música, mas não conseguimos tocar nas rádios.' E sem consultar ninguém, ele simplesmente mandou editá-la para uma versão em três minutos e mandou para as rádios". E deu certo, pois o single atingiu o quarto lugar da Billboard nos EUA, tendo atualmente atingido a impressionante quantidade de 500 milhões de streamings no Spotify.
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