A tocante canção do Rush onde Alex Lifeson fez tudo sozinho
Por Bruce William
Postado em 30 de junho de 2024
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Sempre que se fala sobre a formação power-trio, formato onde apenas três músicos - geralmente na guitarra, baixo e bateria, com algum dos dois primeiros cuidando dos vocais - fazem um som muitas vezes mais pesado e robusto do que bandas com vários integrantes adicionais, um dos nomes mais lembrados é o do Rush.
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Formado em Toronto em 1968 o grupo canadense tinha como formação em 1974, quando lançou seu álbum de estreia, o baixista/tecladista e vocalista Geddy Lee, o guitarrista Alex Lifeson e o baterista John Rutsey, que neste mesmo ano foi substituído por Neil Peart, no que se tornou a formação definitiva da banda até o encerramento de suas atividades em 2018, com o posterior falecimento de Peart em 2020 selando oficialmente o fim.
É verdade que o grupo chegou a cogitar se tornar um quarteto lá nos anos oitenta, conforme revelou Geddy Lee em entrevista para Los Angeles Time: "Eu fiquei encantado quando Hugh Syme tocou um pequeno sintetizador ARP na abertura do álbum "2112", de 1976. Eu tive que ver se era uma maneira de trazer mais sons para a nossa música. Todos estávamos ávidos por novas ideias - por mais que Alex me olhasse torto [risos]! Sua guitarra [até então] era a única forma de melodia instrumental, e de repente tínhamos outra. Em certo momento, até discutimos a possibilidade de adicionar um quarto membro para tocar teclados".
E algo que o Rush prezava e que era de extrema importância para eles era trabalhar juntos para criar músicas tão empolgantes. Cada membro da banda era um especialista no instrumento que tocava, e tinha que ser um esforço conjunto combinar essa expertise para que pudessem fazer uma música que continuasse a impressionar os fãs que estavam acostumados à excelência musical, conforme notou a Far Out.
Embora a banda trabalhasse como uma unidade na maioria de suas músicas, há algumas músicas que são mais esforços solo de membros individuais. E uma delas é "Hope", oitava faixa do álbum "Snakes & Arrows" de 2007, instrumental de dois minutos e meio onde Alex Lifeson assume as rédeas.
Neil Peart revelou que "Hope" tem seu título inspirado na canção que vêm logo após ela no álbum, que traz a palavra em sua letra. "Foi muito legal fazer algo sozinho para um dos nossos discos; eu não fazia isso há muito, muito tempo. O que você ouve no álbum é a primeira gravação completa, que mixamos logo após gravá-la, então é o mais puro que se pode conseguir. O engenheiro de som Rich Chycki usou sua fita métrica e mediu a configuração do microfone com precisão milimétrica, e foi muito eficaz - você sente como se estivesse sentado bem na frente da guitarra", comentou Alex.
"Hope" faz a ponte entre duas canções do álbum, "The Way The Wind Blows" e "Faithless". E a Far Out pondera ainda que ter uma faixa instrumental solo em um álbum do Rush é um movimento ousado, dado que o que muitas pessoas amam na banda é o quão complexa é a sonoridade deles e como são experimentais na abordagem da estrutura das músicas. Uma faixa instrumental corre o risco de se afastar demais dessas qualidades para ser envolvente. Mas Alex Lifeson nos mostra com "Hope" por que ele é um dos melhores ao entregar uma emocionante sequência de riffs, arpejos de acordes e solos.
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