A gravação do Maiden que Bruce sofreu para cantar; "ele não ficou 100% feliz com o resultado"
Por Bruce William
Postado em 08 de agosto de 2024
Steve Harris sempre assumiu ser um grande fã do Jethro Tull. "Na minha opinião, Ian Anderson é um dos mais talentosos compositores que eu já ouvi. Ele é um músico fantástico, e suas letras tem um humor provocador. O que eu posso dizer? Eu não sou digno", disse o baixista fundador do Iron Maiden em declaração à Classic Rock.
O fascínio de Steve pela lendária banda de Rock Progressivo britânica setentista e seu líder é tão grande que ele confessou ter medo de agir de forma inconveniente na presença de Ian: "Eu meio que evitei conhecê-lo ao longo dos anos, poderia ter me encontrado com ele muitas vezes porque algumas pessoas que trabalharam com o Maiden também trabalharam para o Tull, e eu acabei conhecendo o resto dos caras da banda, mas não Ian Anderson. Eu estava um pouco preocupado em conhecê-lo porque ele era um tipo de herói, eu não queria reagir tipo um fanboy".

Voltando à Classic Rock, Steve disse ainda: "Acho que qualquer pessoa pode perceber o quanto Ian e o Jethro Tull influenciaram o Iron Maiden. Quando as pessoas, de repente, descobrem o Jethro Tull, até certo ponto elas descobrem também o Iron Maiden", prossegue o baixista, que na mesma conversa ainda cita a música preferida da banda liderada por Ian, e ao mesmo tempo que explica por qual motivo o Maiden gravou um cover de outra do mesmo álbum: "Devo dizer que 'Locomotive Breath', de Aqualung (1971), é a melhor música do Jethro Tull. O Maiden regravou outra faixa desse álbum, 'Cross-Eyed Mary' - lado B do single de 'The Trooper', lançado em 1983. 'Locomotive Breath' é demais, uma grande e poderosa canção. Eu posso imaginar Bruce encarando-a!"
Por que Bruce Dickinson teve dificuldade para cantar "Cross-Eyed Mary" do Jethro Tull?
A verdade é que até a gravação de "Cross-Eyed Mary" em si foi um desafio para Bruce, de acordo com o relato de Steve, desta vez para a Prog: "Foi meio vergonhoso, na verdade. Quando gravamos, Bruce não estava lá. Não lembro onde ele estava, mas falei com ele e disse: 'Está tudo bem com esse tom?' E ele respondeu: 'Sim, sim, sim...'. Então quando foi a hora dele fazer os vocais foi tipo... 'Puta merda!'. Não estava no tom adequado pra ele"
Steve conta que Bruce tinha duas alternativas para solucionar o problema: uma delas seria cantar em um tom muito baixo, e a outra seria cantar em um tom muito alto. "Ele escolheu o mais alto, que era, na verdade, muito alto até para ele. Bruce não ficou 100% feliz com o resultado. Mas até que ficou ok", disse o baixista sobre a releitura feita pelo Maiden.
E, curiosamente, caso eles tivessem consultado o autor da música, eles teriam previsto esse imprevisto: "A primeira coisa que o Iron Maiden fez associada com o Jethro Tull foi recriar 'Cross-Eyed Mary' do 'Aqualung' lá no passado, tocaram no mesmo tom que a gente usa, o que deve ter ficado complicado para Bruce Dickinson, ele é um tenor e eu sou barítono, um barítono baixo. Então ele teve que subir uma oitava, o que resultou num registro bem lá em cima, que fez com que o então jovem Bruce Dickinson tivesse que se esforçar para atingir aquilo", disse Ian Anderson em entrevista à The Metal Voice, onde ele falou de seu encontro com Steve Harris ("Sei que ele é muito tímido, ele disse que nunca fez nada para me conhecer ou ter uma conversa mais longa comigo") e com Bruce Dickinson ("Ele é uma grande pessoa para se trabalhar, muito profissional e direto no ponto, fácil de lidar").
Confira no player a seguir como ficou a releitura do Iron Maiden para "Cross-Eyed Mary", do Jethro Tull.
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