Os dois rockstars "maiores que a vida" que foram "a antítese do punk rock", segundo Chris Cornell
Por André Garcia
Postado em 17 de outubro de 2024
Nos anos 70 e (principalmente) 80, rock/popstars caminharam sobre a Terra como gigantes. Nomes como Paul McCartney, Elton John, Phil Collins, Michael Jackson, Stevie Wonder e Diana Ross lotavam estádios por onde passavam e não conseguiam parar de vender disco.
O rock/popstar era caracterizado por seu grande talento, mas também por um carisma capaz de cativar mesmo as maiores das multidões e preencher as maiores das arenas com sua personalidade maior que a vida. Tudo isso pode ser sintetizado no vídeo abaixo.
O punk rock, entretanto, surgiu justamente como uma ruptura ao que era mainstream, com a música pasteurizada, calculadamente planejada para agradar (e lucrar com) as grandes massas.
Para os punk originais, tinha muito mais valor a realidade e honestidade do underground do que o mundo de fantasia e egomania das celebridades. Ideais esses que não demoraram para se mostrarem ingênuos, já que em questão de meses ícones do punk começaram a trocar o underground pelo mainstream. Ali surgiu a história da banda que se vendeu (papo que até hoje não pode faltar em discussão de tiozões do rock como este que vos escreve).
Quando o grunge começou a se formar em Seattle nos anos 80, a galera era dividida em duas "facções": uma mais puxada para os ideias do metal e outra mais para o punk. Entre aqueles que optaram pelo lado punk da força estavam Kurt Cobain e Chris Cornell.

Em entrevista para a Classic Rock em 1996, Chris Cornell promovia "Down on the Upside" (que seria o último disco do Soundgarden até o lançamento de "King Animal" em 2012). Entre outras coisas o vocalista relembrou rockstars como Freddie Mercury e Alice Cooper como "antítese completa do punk:
"Caras como Freddie Mercury e Alice Cooper foram os verdadeiros rockstars: caras muito legais, divertidos, maiores que a vida... mas eu jamais conseguiria fazer aquilo. Porque ser tão grandioso na minha formação punk era algo muito ruim" era a antítese completa de tudo o que o punk representava."
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