O rockstar que não entrou em blockbuster de Schwarzenegger por excesso de altura
Por Gustavo Maiato
Postado em 29 de novembro de 2024
O vocalista do W.A.S.P., Blackie Lawless, revelou recentemente que foi convidado para fazer testes em dois grandes sucessos do cinema: 48 Horas (1982) e O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991). Em entrevista ao podcast Talk Is Jericho (via Loudwire), comandado pelo ex-lutador Chris Jericho, Lawless explicou por que recusou essas oportunidades que poderiam ter transformado sua carreira.
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Lawless contou que foi cogitado para o papel do T-1000, o icônico vilão interpretado por Robert Patrick no clássico de James Cameron. Segundo o músico, o roteiro original apresentava um personagem mais "bárbaro", diferente da abordagem fria e calculista que vimos no filme.
"Foi engraçado porque encontrei o Robert Patrick um ano depois que o filme saiu", relembrou. "O roteiro original, que ainda tenho, mostrava um cara mais selvagem. Pelo que ouvi, ou o Schwarzenegger ou o Cameron me viram em algo e disseram: ‘Ele é o cara.’"
No entanto, Lawless estava envolvido na produção do álbum "The Crimson Idol" e hesitou em abandonar o projeto. "Eu tinha acabado de construir meu estúdio e estava empolgado com aquele disco. Minha cabeça estava totalmente voltada para isso."
A produção insistiu, tentando convencê-lo. "Perguntaram se eu tinha visto o primeiro filme. Respondi: ‘Sim.’ E se eu tinha gostado. Disse: ‘Nem tanto.’ Depois de muita conversa, falaram que o primeiro filme tinha feito 100 milhões de dólares — o que era muito na época."
Apesar de considerar a proposta, Lawless acabou levantando uma questão crucial: sua altura. "Perguntei: ‘O Schwarzenegger sabe o quão alto eu sou?’ Responderam que não. Então disse: ‘Tenho 1,93 m.’ E houve silêncio no telefone. Depois disseram: ‘A gente te liga.’"
Anos antes, Lawless foi sondado para interpretar Billy Bear em 48 Horas, papel que acabou ficando com Sonny Landham. A escolha foi motivada pelo visual do vocalista, já que o filme procurava um ator que pudesse interpretar um nativo americano.
"Não achei o roteiro tão bom, para ser honesto. Recusei. Na maioria das vezes, estavam procurando caras para papéis de assassinos, e eu não queria ser um assassino com machado", comentou.
Apesar de admitir que tais escolhas poderiam ter mudado sua carreira, Lawless acredita que tomou a decisão certa. "Já pensei nisso muitas vezes. Se eu tivesse feito e o filme fosse um grande sucesso, minha trajetória teria sido outra."
Ele destacou que muitos músicos que tentaram a sorte no cinema acabaram prejudicando suas carreiras. "Sempre fui cauteloso com filmes, porque vi muitos músicos se envolverem nisso e se desviarem completamente. Sim, perdi algumas coisas, mas ainda sinto que fiz as escolhas certas. Sou músico, não ator."
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