A música do The Who que Roger Daltrey acha que a banda não deveria ter gravado
Por Bruce William
Postado em 11 de dezembro de 2024
O The Who é uma das bandas de Rock mais bem-sucedidas de todos os tempos. Contemporâneos de Beatles e Stones pois surgiu ainda nos anos 60, o grupo se destacou com sua energia ao vivo em shows lendários e por composições que uniam letras provocativas e instrumentais poderosos, combinando a guitarra explosiva de Pete Townshend, o vocal intenso de Roger Daltrey e a precisão rítmica de Keith Moon e John Entwistle.
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Músicas como "My Generation", "Baba O'Riley" e "Won't Get Fooled Again" não só marcaram a década de 60 e 70, mas continuam a ser símbolos do Rock Clássico ao longo dos anos. Sem contar que o grupo ajudou a moldar o conceito de ópera rock com álbuns como "Tommy" e "Quadrophenia", que serviram para comprovar que o Rock pode ser tão ambicioso artisticamente quanto outros gêneros.
Uma banda com tanto tempo de estrada obviamente cometeu alguns "deslizes" ao longo do tempo. Que o diga o vocalista Roger Daltrey, que em entrevista de 2015 à Uncut, quando falou sobre algumas das músicas da banda, afirmou que, na opinião dele, uma das canções sequer deveria ter sido gravada. O corte é da Rock And Roll Garage.
"'Dogs'? Ah... merda! Essa é simplesmente bizarra", disse Roger, se referindo à canção lançada em 1968 como single. "Na verdade, vou te dizer o que é, é apenas uma homenagem de Pete [Townshend] a Ronnie Lane [Faces]. Ele era um sujeito tão adorável, Ronnie, eles eram caras ótimos, The Faces, todos eles. Mas acho que teria sido melhor se Pete tivesse dado a música para Ronnie em primeiro lugar. Pra mim, soava deslocado como um disco do The Who". Certamente Roger tem razão, tanto que na época houve até quem acusasse o The Who de estar copiando descaradamente o som do The Faces.
A letra de Pete foi inspirada em um amigo chamado Chris Morphet, entusiasta de uma modalidade de corridas de cães que ele criava, e inclusive traz nos versos o nome de dois deles, Camira Flash e Yellow Printer. A banda nunca tocou a música ao vivo, e o single não emplacou nas paradas. A recepção morna foi logo superada pelo lançamento do single de "Pinball Wizard", que se tornou um dos maiores clássicos do The Who e traz no lado-B uma canção chamada "Dogs (Part Two)", um instrumental creditado ao baterista Keith Moon.
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