Rick Wakeman diz que mixagem do Yes era "piada" e desmente estereótipo da banda
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de dezembro de 2024
O tecladista Rick Wakeman, ex-integrante do icônico grupo de rock progressivo Yes, revelou detalhes pouco conhecidos sobre o processo criativo da banda e criticou as mixagens de seus álbuns, que classificou como "uma piada". Em entrevista ao canal do produtor Rick Beato (via Ultimate Guitar), Wakeman explicou que, embora a banda seja frequentemente vista como meticulosamente estruturada, seu método envolvia uma mistura de improvisação e trabalho detalhado.

Segundo o músico, o Yes tinha uma abordagem única para as "jams" — momentos de improvisação durante a criação musical: "O que as pessoas não entendem sobre o Yes é que, às vezes, acham que tudo era muito fixo e organizado. Não era. O Yes fazia jams, mas talvez não como as que você normalmente vê. Eram do nosso jeito, e funcionavam."
Apesar dessa liberdade criativa, o processo de gravação era minucioso. As músicas eram registradas em seções, permitindo capturar a melhor performance de cada trecho. "Gravávamos em partes", explicou Wakeman. "Quando algo dava errado, parávamos, voltávamos um pouco e seguíamos dali."
No entanto, o tecladista apontou que o maior problema estava na etapa de mixagem. A participação de vários integrantes no processo resultava em produções caóticas: "A mixagem era uma piada. As mixagens do Yes nunca eram como deveriam ser, porque eram seis pares de mãos nos faders. Era um pesadelo. Ficavam tão compactadas, tão condensadas."
Wakeman lamentou a ausência de um processo mais profissional e focado, como o que encontrou ao trabalhar com David Bowie. "Eu gostaria que o Yes tivesse trabalhado como Bowie, com um engenheiro e um produtor no comando. Seu trabalho é tocar, e o deles, mixar."
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