O guitarrista que irritou Malcolm Young; "o cara mais chato que tive o desprazer de conhecer"
Por Bruce William
Postado em 29 de março de 2025
Malcolm Young não era de rodeios. Fundador do AC/DC e guardião do groove da banda, ele sempre foi direto, tanto nas palhetadas quanto nas opiniões. E quando algo o desagradava nos bastidores do rock, não ficava por isso mesmo. Uma das ocasiões em que isso ficou evidente foi durante a cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame em que o U2 foi escalado para introduzir o The Clash.
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Naquele evento, o discurso de The Edge foi longo e, para Malcolm, insuportável. "Ele foi o cara mais chato que tive o desprazer de conhecer", disse o guitarrista em entrevista à Classic Rock (via Far Out). Enquanto o colega do U2 discursava em homenagem ao The Clash, os integrantes do AC/DC esperavam nos bastidores, prontos para subir ao palco. E quanto mais o tempo passava, mais Malcolm perdia a paciência. "Estávamos ao lado [do palco], esperando, e ficando cada vez mais irritados, embora tivéssemos simpatia [pelo The Clash]. Quando disseram pra ir, a gente foi com tudo. Foi uma performance movida pela raiva. A gente destruiu o lugar."
Segundo Malcolm, o problema não era apenas o tempo do discurso, mas o tom professoral de The Edge. "Ninguém vai a um evento de rock para ouvir palestra. Se alguém fica tempo demais no microfone, parece que estamos todos de volta à escola." A crítica, ainda que ácida, reflete uma visão clássica do que o rock deveria ser: direto, visceral, sem frescura.
Na mesma cerimônia, Steven Tyler apresentou o AC/DC com uma introdução mais contida, o que Malcolm parece ter considerado aceitável, embora a duração de sua fala tenha sido praticamente a mesma de The Edge. Mas quando chegou a hora da música falar mais alto, ele e seus companheiros mostraram por que ainda carregavam a essência do rock. A apresentação foi curta, intensa e, segundo o próprio guitarrista, tomada pela energia da indignação, pois, para Malcolm, não havia espaço para vaidade ou pompa em um evento de rock and roll. E ele nunca precisou de muitas palavras para deixar isso claro - bastava um riff bem cravado.
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