A música do Hendrix que fez Angus Young levar a guitarra a sério; "Como é que ele faz isso?"
Por Bruce William
Postado em 13 de fevereiro de 2026
Angus Young sempre foi associado a um tipo bem específico de guitarra: riff simples, volume alto e aquela mão direita que faz a banda "andar". Só que, como todo mundo, ele teve um momento de virada, aquele ponto em que tocar deixa de ser brincadeira e vira obsessão. E, no caso dele, a chave tem nome e sobrenome: Jimi Hendrix.
A lembrança aparece numa entrevista de 2021 para a revista alemã Guitar, resgatada pela Far Out. Angus diz que já conseguia tocar "um pouco", mas que o foco de verdade veio quando ele estava entrando na adolescência: "Eu conseguia tocar um pouco de guitarra, mas eu realmente passei a focar nisso ali pelos 12 anos, entrando na adolescência; comecei a focar mais."

Daí entra o Hendrix no radar. Angus coloca esse "surgimento" do Hendrix bem na faixa dos 13 ou 14 anos, e descreve a primeira vez que ouviu "Purple Haze" como um choque de realidade musical. "E ali pelos 13–14 foi quando o Jimi Hendrix apareceu no horizonte. E quando eu ouvi a música 'Purple Haze' pela primeira vez, eu fiquei totalmente hipnotizado. 'Como é que ele faz isso?' Eu fiquei muito impressionado. Quando o Hendrix apareceu, você meio que pensou: 'Uau! Isso aqui é outro nível de guitarra.' Então eu era muito fã disso."
O que é legal nessa lembrança é que ela se trata da uma reação de músico jovem ouvindo um som que parece impossível: você reconhece que é guitarra, mas não entende como aquilo está acontecendo. "Purple Haze" tem exatamente esse efeito: é riff, é timbre, é ataque, e é também a sensação de que o cara está puxando o instrumento para uma área que não estava mapeada.
A partir daí dá pra enxergar um fio bem lógico: Angus não virou "Hendrix 2", nem tentou imitar o vocabulário do Jimi. Mas aquele espanto ("outro nível") parece ter empurrado ele para o tipo de dedicação que forma um guitarrista de verdade: repetição, ouvido, insistência e, principalmente, vontade de tirar som do amplificador do jeito que você ouve na cabeça.
E tem um detalhe factual que ajuda a colocar isso no tempo: "Purple Haze" saiu como single em 1967, no auge daquele período em que guitarra, estúdio e efeito estavam mudando rápido. Ou seja: faz sentido Angus, adolescente, ouvir aquilo e pensar "ok, o jogo é esse agora".
No fim das contas, a história é simples: antes do uniforme, antes do riff de escola e antes de virar sinônimo de AC/DC, teve um garoto ouvindo Hendrix e ficando sem resposta, e às vezes é exatamente assim que nasce um guitarrista.
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