As duas vozes que ajudaram Malcolm Young durante a demência
Por Bruce William
Postado em 21 de fevereiro de 2026
Malcolm Young passou décadas sustentando o AC/DC com uma guitarra-base econômica e precisa, sem firula e sem sobra. Era um jeito de tocar que colocava o riff no centro de tudo e, justamente por isso, quando a saúde dele começou a falhar, o impacto foi pesado para a banda e para a família.
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Nos bastidores da turnê do "Black Ice", a situação já era difícil. Já antes do anúncio oficial feito em 2014, Malcolm vinha enfrentando lapsos e dificuldade de concentração, além de outros problemas de saúde. Mais tarde, o AC/DC comunicou a aposentadoria dele, e Malcolm passou a viver em uma casa de cuidados em Elizabeth Bay, em Sydney.
Nessa fase, Angus Young falou do que viu de perto durante o período. Ele descreveu que o irmão precisou reaprender coisas do dia a dia e que aquilo era estranho até para alguém acostumado a trabalhar sob pressão. Em uma entrevista lembrada no texto, Angus disse: "Ele teve que reaprender muitas coisas. Foi muito estranho para ele. Mas ele sempre foi um cara confiante, e a gente fez dar certo."
O ponto mais concreto da fala de Angus, publicada na Far Out, é quando ele cita duas referências que a família mantinha por perto, como uma forma de manter Malcolm conectado ao que ele sempre gostou de ouvir. "Ele ainda gosta da música dele. A gente garante que ele tenha Chuck Berry, um pouco de Buddy Holly." Dois cantores - e dois repertórios - que permaneciam acessíveis para ele mesmo quando outras memórias e rotinas ficavam mais frágeis.
A escolha faz sentido dentro do universo do AC/DC. Chuck Berry e Buddy Holly estão na raiz do rock and roll que moldou a linguagem de guitarra do grupo, especialmente na base rítmica e na forma de "segurar" uma música com poucos elementos. Malcolm Young nos deixou em novembro de 2017, aos 64 anos. A demência atravessa a história inteira, mas a fala do Angus coloca um detalhe humano no meio da notícia: mesmo quando muita coisa escapa, algumas músicas continuam chegando e, para Malcolm, essas duas vozes pareciam cumprir esse papel.
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